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Prefeito de Aparecida proíbe bailes durante a Quaresma

'Jesus morreu por nós, então não custa nada fazer esse sacrifício por Deus', justifica o prefeito

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Durante os 40 dias da Quaresma, período estipulado pela Igreja Católica entre o carnaval e a Páscoa, os bailes populares realizados em praça pública estão proibidos em Aparecida, no Vale do Paraíba (SP). A proibição partiu do prefeito José Luiz Rodrigues (DEM), mais conhecido como Zé Louquinho, que alegou ser este um período de reflexão e não de diversão. "Jesus morreu por nós, fez o maior sacrifício, então não custa nada fazer esse sacrifício por Deus." Católico, devoto de Nossa Senhora Aparecida, Zé Louquinho afirmou não acreditar que esta medida seja impopular. "Pelo contrário, o povo de Aparecida é religioso e entende. O povo está acostumado a não dançar forró na Quaresma." O baile, realizado na Praça Benedito Meireles aos sábados à noite, reúne cerca de 2 mil moradores. "Este é um momento de reflexão. Depois, sim, aí a gente dança forró, que eu também gosto muito." O jejum será quebrado, segundo ele, com a festa de São Benedito, realizada na seqüência do feriado da Páscoa. "Aí, sim, a gente dança à vontade." Na opinião do presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes de Aparecida e Vale Histórico (Sinhores), Ernesto José Elache, a proibição não interfere no movimento dos bares e pizzarias instalados ao redor da praça. "Não prejudica em nada porque, nesta época do ano, não há muitos turistas em Aparecida." Em clubes particulares, as reuniões dançantes não estão proibidas. Zé Louquinho não se intimida em baixar decretos inusitados durante os mandatos. Há quase oito anos na prefeitura, o prefeito de Aparecida determinou, por exemplo, a proibição de minissaias, calça curta esportiva e bermudas durante os 40 dias que vão da Quarta-Feira de Cinzas até domingo de Páscoa e a obrigatoriedade do uso da batina pelos padres. Também conseguiu notoriedade quando contratou cães para cuidar do cemitério da cidade e, em 2007, tirou a roupa e ficou somente de calção para pedir mais atenção do governo federal aos pequenos municípios.

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