Presa em SP quadrilha acusada de fraudar pregão da PF

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Por CLAUDIO DIAS
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A Polícia Federal divulgou hoje resultado da Operação Metamorfose, que ontem prendeu uma quadrilha acusada de fraudar um pregão da própria Superintendência da PF em Vila Velha, no Espírito Santo, no dia 14 de junho. Os presos ganharam a disputa para fornecer óleo lubrificante automotivo 100% sintético, mas entregavam material falso aos federais. Dois homens e uma mulher acusados de comandar o esquema foram presos em Itápolis, no interior de São Paulo, na região de Araraquara. Em nota, o delegado Leonardo Rabello Feyo, da PF de Vila Velha, explicou que o líder da quadrilha, Paulo Roberto dos Santos Souza, e sua sócia Aline Cristina Ramos Pires, donos da empresa Comércio de Produtos Automotivos Real, em Itápolis, usaram os serviços do químico Amílcar José Lopes do Nascimento para misturar o óleo. Não há informações sobre o tempo em que existe o esquema, nem sobre o valor do contrato. Eles ganharam o pregão da Superintendência no Espírito Santo, mas entregavam o produto na embalagem de outra empresa. Ao usar o óleo, os policiais perceberam o problema e fizeram uma perícia do material, concluindo que o lubrificante não era 100% sintético. Segundo o delegado da PF de Araraquara, Alessandro Moretti, o grupo foi preso em casa, em Itápolis. O trio foi encaminhado ao Espírito Santo para ser ouvido. A investigação aponta que, além da PF, a quadrilha aplicou o golpe na Receita Federal, no Exército, na Aeronáutica, na Escola Agrotécnica Federal, na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), no Laboratório Nacional de Astrofísica do Ministério da Ciência e Tecnologia, na Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

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