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Relógio do Juízo Final chega a 5 minutos para a meia-noite

O Relógio do Juízo Final, que nos últimos 60 anos acompanha as idas e vindas da ameaça de guerra nuclear, agora passará a seguir também a temperatura mundial

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Por Agencia Estado
Atualização:

O mundo está mais perto de um apocalipse nuclear e de um desastre ecológico, adverte um grupo internacional de cientistas, ao empurrar os ponteiros do Relógio do Juízo Final dois minutos adiante, para cinco minutos para a meia-noite. Nesse relógio, criado nos anos 40 por um grupo de cientistas que havia trabalhado na construção da primeira bomba atômica, a zero hora simboliza o fim do mundo. Esta é a quarta vez, desde o final da Guerra Fria, que o ponteiro do relógio avança, passando de 11h53 para 11h55, em meio aos temores do que os cientistas chamam de uma "segunda era nuclear", desencadeados pelos impasses entre o Ocidente e o Irã e a Coréia do Norte. Além disso, há o risco do efeito estufa, dizem os responsáveis pelo relógio. "Os perigos da mudança climática são quase tão graves quanto os das armas nucleares", diz a organização Boletim de Cientistas Atômicos. Fundada em 1945 como uma publicação distribuída entre físicos nucleares preocupados com o risco de um holocausto nuclear, a organização cresceu para focalizar as ameaças criadas pelo homem para a sobrevivência da humanidade. "Como cientistas, compreendemos os perigos das armas nucleares e seus efeitos devastadores, e estamos aprendendo como as atividades e tecnologias da humanidade afetam o clima de formas que podem mudar a Terra para sempre", disse o físico Stephen Hawking. Ele declarou que o aquecimento global representa uma ameaça ainda maior que o terrorismo. O Relógio do Juízo Final, que nos últimos 60 anos acompanha as idas e vindas da tensão nuclear, agora passará a seguir a temperatura mundial, disse o editor do boletim, Mark Strauss. Mas a ameaça de conflito nuclear continuará a ser a principal preocupação do grupo. "É importante destacar que 50 das armas atômicas de hoje bastariam para matar 200 milhões de pessoas", declarou.

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