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Tanques atacam cidade da Síria, Assad está confiante

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Por KHALED YACOUB OWEIS

Tanques bombardearam um distrito residencial na cidade síria de Homs nesta quarta-feira, disse uma representante de associação de direitos humanos. O ataque aconteceu na terceira maior cidade da Síria que surge como o centro mais populoso a desafiar o poder do presidente Bashar al-Assad. "Homs está preocupada com o som de explosões do ataque de tanques e de armamento pesado no bairro de Bab Amro", disse Najati Tayara. No início, Assad respondeu a inquietação política, o desafio mais sério aos seus 11 anos no poder, prometendo mudanças e reformas. Ele deu cidadania aos apátridas curdos e, no mês passado, acabou com o estado de emergência que durava 48 anos. Mas ele também enviou o Exército para esmagar os dissidentes em Deraa, onde as manifestações começaram no dia 18 de março, e em outras cidades, deixando claro que não arriscaria perder o forte controle que a sua família mantém na Síria nos últimos 41 anos. Um poderoso primo do presidente disse que a família Assad não vai desistir. "Nós ainda estamos aqui. E nós vamos chamar de batalha até ela terminar... Eles precisam saber que quando nós sofremos, nós não vamos sofrer sozinhos", disse Rami Makhlouf ao New York Times. Makhlouf, um magnata com pouco mais de 40 anos que controla vários monopólios, e seu irmão, chefe da polícia secreta, estão sofrendo sanções dos EUA desde 2007 por corrupção. A ativista de direitos humanos Suhair al-Atassi disse que manifestações começaram na terça-feira em Homs, apesar de um pesado esquema de segurança colocado em prática depois que tanques atacaram diversos bairros no domingo e três civis foram mortos. "Este governo está tentando um jogo de cartas marcadas ao mandar tanques nas cidades e cercá-las. Os sírios viram o sangue derramado dos seus compatriotas, eles não vão aceitar ser novamente não-pessoas", disse ela para a Reuters. Manifestantes gritaram o nome de Makhlouf como um símbolo de corrupção no país que está enfrentando uma séria crise no fornecimento de água e com taxas de desemprego altíssimas, estimativas do governo colocam em 10 por cento, enquanto cálculos independentes apontam 25 por cento. Makhlouf garante que ele é um homem de negócios cujas companhias empregam milhares de sírios. A maior parte dos jornalistas estrangeiros foi banida da Síria. O conselheiro presidencial Bouthaina Shaaban disse ao correspondente do a New York Times que teve a sua entrada no país permitida por algumas horas: "Agora nós já passamos o momento mais perigoso. Espero que estejamos vendo o fim dessa história".

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