Depois de quase uma semana em greve, motoristas e cobradores das empresas de ônibus Viação Expresso Paulistano e Consórcio Trólebus Aricanduva decidiram voltar ao trabalho desde às 4h00 de hoje. Com isso, 56 linhas voltam a operar e a atender pelo menos 157 mil passageiros na zona Leste da capital paulista segundo a São Paulo Transportes (SPTrans), que suspender a operação Paese marcada mais uma vez para hoje. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o rodízio municipal de veículos na capital paulistas está suspenso até o próximo dia 19. Trinta empresas de ônibus de São Paulo decidiram dar cerca de R$ 1 milhão para pagar os salários atrasados dos colegas e pôr fim à greve, que começou na terça-feira. O acordo foi firmado ontem na Secretaria Municipal dos Transportes. Além de sofrer com as paralisações, os passageiros enfrentaram a tarifa dos ônibus mais cara a partir de ontem: R$ 1,70. As empresas devedoras terão até o dia 31 para repassar o valor emprestado. "O dinheiro vai sair do bolso dos próprios empresários", disse o secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto. A reunião durou mais de cinco horas até a definição do acordo. A demora na negociação ocorreu porque a Prefeitura decidiu não fazer nenhuma intervenção e determinar que as empresas pagassem os funcionários. Os empresários devedores e os representantes dos sindicatos queriam que a Prefeitura desse suporte. "Não vamos dar nem um centavo, pois não aceitamos empresários incompetentes", afirmou Tatto. Ele garantiu que tem como prioridade a qualidade do transporte coletivo de São Paulo. "O poder público não vai salvar o mau empresário que não paga seus funcionários e prejudica a população com as greves. Esses nós queremos fora do sistema." Segundo o presidente do Transurb (sindicato patronal), Sérgio Pavani, o prejuízo vai ser dividido entre as viações, embora todas estejam trabalhando com dificuldades. "Ninguém está querendo ser bonzinho nem santo. Há momentos em que a gente tem de abrir a mão sem perder os dedos. Essas empresas são a bola da vez. Hoje é uma que precisa, amanhã, é outra", disse Pavani. O presidente do sindicato dos motoristas e cobradores, Edvaldo Santiago Silva, comunicou o acordo para pagamento dos atrasados aos trabalhadores em assembléia marcada para a noite de ontem. "Estou cansado de reuniões para resolver a falta de pagamento dos funcionários", disse Silva.
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