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Três são indiciados por naufrágio de barco que matou 19 na Bahia

Proprietário da embarcação, comandante da viagem e engenheiro naval devem responder por homicídio culposo

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Por Heliana Frazão
Atualização:

SALVADOR - Oito meses após o acidente que deixou 19 mortos e 74 feridos, a Polícia Civil da Bahia anunciou nesta quinta-feira, 12, o indiciamento de três pessoas, apontadas como responsáveis pelo naufrágio da embarcação Cavalo Marinho, em agosto, na Baía de Todos os Santos.

Bebê foi resgatado com vida, mas morreu na ambulância duas horas após tentativas de reanimação Foto: XANDO PEREIRA/AGÊNCIA ATARDE

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Os três indiciados são o proprietário da CL Transporte Marítimo, dono do barco, Livio Garcia Galvão; o comandante da lancha, Osvaldo Coelho Barreto, e o engenheiro naval Henrique José Caribé. Eles foram indiciados por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) e lesão corporal culposa. 

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Nas investigações, foram ouvidas 135 pessoas. A polícia incluiu no inquérito os laudos do Departamento de Polícia Técnica (DPT), da Marinha, dados de meteorologia e o relatório dos auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

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A lancha deixou o Terminal de Mar Grande às 6h30, com tempo aparentemente bom. Mas 10 minutos após a partida começou a chover, o que a polícia considerou determinante para o acidente.

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"O comandante deveria ter avaliado melhor as condições climatológicas e retornado para o porto, evitando o naufrágio", afirmou o delegado Ricardo Amorim, titular da 24ª Delegacia Territorial, em Vera Cruz, que presidiu o inquérito.

A responsabilização da CL Transportes se deu por ter realizado mudanças no peso do lastro da embarcação, "não informadas à Marinha", contribuindo para que o barco pendesse mais para um lado.

Já o engenheiro foi indiciado por ter atestado que o barco estava apto a navegar.

Tanto a Marinha quanto a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) foram isentas de responsabilidades. 

O inquérito seguiu para o Fórum da Comarca de Itaparica, onde será analisado por um promotor, que decidirá se os acusados serão denunciados.