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Diversidade e Inclusão

Experimento social do Boticário mostra a importância da acessibilidade

Funcionários sem deficiência, com olhos vendados, usaram celulares de pessoas com deficiência visual. Ação destaca barreiras aos conteúdos publicados na internet.

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Foto do author Luiz Alexandre Souza Ventura
Iniciativa chama atenção para o Dia Nacional da Acessibilidade, celebrado nesta segunda-feira, 5 de dezembro (Divulgação / Grupo Boticário).  Foto: Estadão


Um experimento social organizado pelo Grupo Boticário chama a atenção para a importância da acessibilidade na comunicação e mostra como o uso incompleto de recursos para pessoas com deficiência visual na internet, principalmente a audiodescrição, impede a compreensão total dos conteúdos publicados nas redes sociais e também e em websites, além de criar barreiras para a autonomia nas compras online.

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Quatro funcionários da empresa, todos sem deficiência, com os olhos vendados, usaram por aproximadamente os smartphones de pessoas com deficiência visual, acionando os textos alternativos, quando esse recurso estava disponível, e tentando entender as informações apresentadas na tela.

Na sequência, os donos dos smartphones, todos com deficiência, entram em cena para debater as sensações da equipe a respeito da acessibilidade e, muito importante, até que ponto se sentiram confiantes para fazer uma compra.

Videoaula - Para ampliar o conhecimento sobre a comunicação acessível, o Grupo Boticário também desenvolveu uma videoaula com conceitos de audiodescrição, percepção e entendimento de quem se autodescreve, orientações e dicas para comunicações e conteúdos audiodescritos e como produzir um texto alternativo para redes sociais, ministrada por Ana Fátima Berquó, roteirista e especialista em audiodescrição, e Cida Leite, audiodescritora e consultora.

O vídeo completo será liberado nesta terça-feira, 6, no canal do Grupo Boticário no YouTube e também na página grupoboticario.com.br.

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Há divergências a respeito desse tipo de experiência, que usa vendas nos olhos, muletas, bengalas, cadeiras de rodas e outros itens externos para colocar pessoas sem deficiência em situações vivenciadas diariamente por pessoas com deficiência.

Quem defende esses experimentos afirma que é uma forma de mostrar na prática a importância da acessibilidade, de gerar empatia, de ajudar a construir ferramentas mais competentes, especialmente no ambiente da tecnologia, provocar reflexões sobre esse tema e deixar claro que a acessibilidade é positiva para todas as pessoas com e sem deficiência.

Existe, no entanto, uma discussão sobre como esse processo pode induzir a entendimentos equivocados em relação à capacidade de quem tem deficiência.

Críticos desse método afirmam que pessoas sem deficiência terão dificuldades para executar as ações propostas nesse simulacro e isso pode criar um entendimento de que as pessoas com deficiência jamais vão alcançar essa autonomia, mas que a experiência constante das pessoas com deficiência e as adaptações que cada uma constrói para enfrentar os bloqueios da sociedade não podem ser simuladas com exatidão durante os poucos minutos em que pessoas sem deficiência encaram essas atividades.


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