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Abdib critica lentidão do governo em reduzir juros

Por Agencia Estado
Atualização:

A redução dos juros básicos da economia tem sido demasiadamente postergada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) e isso não tem trazido vantagens para a condução da política econômica do País quando avaliadas as conseqüências macroeconômicas. A avaliação é da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), José Augusto Marques, que estimava queda entre 0,25 ponto porcentual e 0,50 ponto porcentual na reunião encerrada ontem pelo Copom. "Até mesmo o fato de o IPCA ter registrado leve alta não alterou os nossos sólidos fundamentos econômicos", afirma. Os únicos reflexos sobre a meta de inflação podem ser verificados por conta dos preços administrados, que dependem do controle do governo. "Não há um choque de consumo" sustenta. Na visão do empresário, o período excessivamente longo de altas taxas de juros inibirá a geração de riqueza do País e, conseqüentemente, investimentos do setor produtivo. "Precisamos consolidar a tendência de juros decrescentes", afirma Marques, ao sinalizar a necessidade de o governo ter um pouco mais de pressa. "Quanto mais o tempo passa, fica mais difícil atingirmos os níveis desejáveis e esperados de retomada de crescimento econômico no segundo semestre", complementa. Eleições Marques admite o que considera "máxima prudência" na condução da política monetária por conta deste ano ser eleitoral. "Mas não podemos ser demasiadamente cautelosos, como mostrará a ata do Copom até porque, quando os juros caem ou sobem, a reação na economia leva algum tempo", ressalva. O executivo considera, no entanto, que o impacto da manutenção dos juros sobre o setor de infra-estrutura será um pouco menor do que em outros segmentos da cadeia produtiva. "O setor de infra-estrutura conta com investimentos de longo prazo, que levam em conta, de qualquer maneira, cenários futuros e de crescimento econômico, prejudicado neste momento pelos juros altos", esclarece.

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