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Alckmin diz que dólar subiu porque ‘mercado é estressado’, mas que tendência agora é de queda

Vice-presidente afirma que Lula tem compromisso com o arcabouço fiscal e com o déficit zero; segundo ele, juros estão altos, mas também devem cair

Foto do author Caio Spechoto

BRASÍLIA - O vice-presidente Geraldo Alckmin disse nesta terça-feira, 9, que o dólar escalou nos últimos dias porque o “mercado é estressado”. A cotação da moeda americana frente ao real subiu depois de uma série de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva críticas ao Banco Central. O dólar chegou a tocar em R$ 5,70, mas voltou a cair após o petista mudar o tom do discurso. Nesta terça, a moeda fechou a R$ 5,4149.

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“Se olhar o tripé macroeconômico, o câmbio é flutuante. Do mesmo jeito que subiu, ele reduz. Ele tem oscilações e deve ser flutuante mesmo. A tendência é que caia mais. É que o mercado é estressado. Não tem nenhuma razão para ter ido ao patamar que foi”, disse Alckmin.

Ele também afirmou que os juros estão altos, mas devem cair. Segundo o político, Lula tem compromisso com o arcabouço fiscal e com o déficit zero.

Alckmin criticou patamar de juros no País: 'Segunda maior taxa de juros do mundo, não tem razão disso' Foto: Pedro Kirilos/Estadão

“Os juros estão altos, mas tenho confiança de que vão cair. Não há razão para você ter a segunda maior taxa de juros do mundo. O primeiro é a Rússia que está em guerra. Segunda maior taxa de juros do mundo, não tem razão disso. Temos confiança de que isso é transitório, a tendência dos juros é cair”, declarou o vice-presidente.

Alckmin, que também é ministro da Indústria e Comércio, deu as declarações a jornalistas em Brasília após participar de evento do Sebrae.

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