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Alimentos da cesta básica terão alta de 12% com tabela de frete, diz confederação

Com isso, segundo a CNA, cesta básica passará a consumir 50% de um salário mínimo a partir de julho, ante 46,2% até maio

BRASÍLIA - Os alimentos que compõem a cesta básica terão alta de 12,1% por causa da tabela com preços mínimos de frete rodoviário, diz estudo divulgado nesta quinta-feira pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), durante a reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) que buscou um acordo entre caminhoneiros e empresas sobre o tema.

+ Calote de empresas sobe com a greve O cálculo diz respeito a alimentos como arroz, carnes, feijão, leite, ovos, tubérculos, frutas e legumes, que respondem por 90,4% da cesta. Com isso, a cesta básica passará a consumir 50% de um salário mínimo a partir de julho, ante 46,2% até maio.

Cálculo diz respeito a alimentos como arroz, carnes, feijão, leite, ovos, tubérculos, frutas e legumes, que respondem por 90,4% da cesta Foto: Daniel Teixeira/AE

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"O tabelamento fará com que as famílias brasileiras percam seu poder de compra", afirma a CNA. "Isso porque em 2018 o governo federal elevou o salário mínimo para R$ 954, um acréscimo de R$ 7, enquanto o tabelamento do frete deverá aumentar o custo da cesta de alimentos em R$ 53,40, valor três vezes maior.

Inflação. A taxa de inflação deste ano pode chegar próximo ao teto da meta, entre 5% e 6%, caso o impacto da alta do frete rodoviário seja inteiramente repassada à cadeia de produção, segundo o mesmo estudo entregue a Fux, que relata uma ação direta de inconstitucionalidade contra a tabela do frete.

+ Construção teve piora na atividade e no nível de emprego com greve Segundo a CNA, nos 12 meses terminados em abril o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado estava em 2,76%, influenciado pelo preço dos alimentos em domicílio, que apresentavam recuo. "Após a greve e o tabelamento de fretes, houve completa reversão nesse quadro de estabilidade inflacionária, com esse índice projetado em 4,42% para o mês de junho." Nos 12 meses encerrados em abril, os alimentos em domicílio haviam caído 4,42%. Para o período encerrado em junho, esses mesmos itens apresentarão alta de 0,53%, "uma incrível reversão em sua trajetória", aponta o estudo. Só em junho, a alta dos alimentos deve atingir 3,43%. A CNA nota que a paralisação dos caminhoneiros fez o mercado financeiro rever suas projeções para a inflação em 2018. De 3,49% antes do movimento, as projeções já estão em 4%, "demonstrando que o mercado já está precificando os impactos da instabilidade do tabelamento." A meta de inflação deste ano está fixada em 4,5%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual acima ou abaixo.

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