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Argentina e feriado nos EUA impulsionam dólar

Crise política argentina abala a confiança dos investidores no frágil equilíbrio financeiro do país e o dólar voltou a subir. O BC realizou pequena intervenção, sem efeito significativo. A munição está acabando e já se fala em nova alta dos juros.

Por Agencia Estado
Atualização:

Os mercados estiveram muito tensos ontem com as difíceis negociações entre o governo central e os provinciais na Argentina, o que deu espaço para muita especulação e boataria. Nos momentos mais delirantes, falou-se até em renúncia do presidente Fernando de la Rúa. O pequeno volume de negócios nos mercados brasileiros contribuiu para as oscilações nas cotações do dólar. Como hoje é feriado do dia da Independência nos Estados Unidos, as transações registradas hoje só serão liquidadas amanhã, e muitos investidores preferiram não ficar descobertos por um dia em meio à instabilidade. O Banco Central (BC) realizou pequena venda de moeda, mas com pouco efeito. As províncias argentinas cobram uma dívida de cerca de US$ 1,3 bilhão da União, dos quais o Ministério da Economia reconhece apenas US$ 317 milhões. Mesmo quanto a esse valor, não se sabe como o governo central fará para pagá-la. Os 13 governadores oposicionistas - de um total de 23 - ameaçam abandonar o pacto fiscal, o que traria conseqüências desastrosas para as contas públicas. Os ânimos estão muito exaltados por causa das eleições parlamentares de outubro, já que qualquer disputa de conotação política ganha relevo nas campanhas e cortes orçamentários acabam se traduzindo em perdas de votos. Mercados mais pessimistas Dado esse cenário político, além de indicadores econômicos muito decepcionantes, o mercado acredita cada vez menos na capacidade do governo argentino de honrar seus compromissos externos no longo prazo e as taxas de juros dispararam. No Brasil, o dólar acompanhou o pessimismo, assim como os juros futuros. O BC anunciou uma intervenção no câmbio no final da tarde, mas que não deve ter sido grande, pois as cotações caíram muito pouco. Entre os investidores, já se fala que na próxima reunião mensal do Comitê de Política Econômica (Copom), dia 18 de julho, possa haver nova alta da Selic, a taxa básica referencial da economia. O objetivo seria controlar o câmbio, já que metade dos recursos captados para "irrigar" o mercado foram gastos e o dólar não pára de subir desde sexta-feira. Não deixe de ver no link abaixo as dicas de investimento, com as recomendações das principais instituições financeiras, incluindo indicações de carteira para as suas aplicações, de acordo com o perfil do investidor e prazo da aplicação. Confira ainda a tabela resumo financeiro com os principais dados do mercado.

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