Bolsa na Europa fecham em queda

Crise na Líbia, aumento do preço do petróleo e retomada da agitação em torno da dívida soberana na periferia da zona do euro pressionam bolsas europeias 

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Por Ricardo Gozzi e da Agência Estado
Atualização:

A maioria dos mercados de ações da Europa fechou em baixa em meio à queda dos papéis de bancos e de companhias petrolíferas por conta dos temores com a revolta em andamento na Líbia, a elevação dos preços do petróleo e a retomada da agitação em torno da dívida soberana na periferia da zona do euro.

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O índice europeu Stoxx 600 passou a sessão inteira flutuando entre os territórios positivo e negativo até fechar em queda de 0,64 ponto, ou 0,23%, a 281,17 pontos.

A Alcatel-Lucent teve um dos piores desempenhos do dia, ao fechar em queda de 2,52% em Paris. A fabricante norte-americana de equipamentos de fibra ótica Finisar divulgou ontem previsões desapontadoras para o quarto trimestre, período para o qual antecipa correção nos estoques e desaceleração na China.

"Devido ao fato de a Finisar ser fornecedora da Alcatel-Lucent e da Ericsson, vemos o resultado da Finisar e as previsões ruins como negativas para ambas as ações", avalia Didier Scemama, analista do Royal Bank of Scotland, em nota a clientes. Os papéis da Ericsson caíram 1,23% na bolsa de valores de Estocolmo.

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Ainda no setor de telecomunicações, as ações da Nokia fecharam em alta de 1,65% na bolsa de Helsinque depois de o analista Pierre Ferragu, da Bernstein, ter elevado os papéis da empresa de "underperform" para "market perform".

O índice Ibex-35, da bolsa de valores de Madri, cedeu 9,20 pontos, ou 0,09%, encerrando a sessão em 10.559,50 pontos. Apesar do recuo, a produtora de energia limpa Iberdrola Renovables, componente do Ibex-35, teve um dos melhores desempenhos do dia entre as ações europeias, fechando em alta de 10,96%. Ontem, a matriz da Iberdrola ofereceu € 2,5 bilhões para comprar a participação de acionistas minoritários em sua filial de energia renovável. As ações da Iberdrola recuaram 0,22%.

Na bolsa de valores de Londres, o índice FTSE-100 recuou 37,46 pontos, ou 0,63%, fechando em 5.937,30 pontos; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 22,10 pontos, ou 0,55%, encerrando o pregão em 3.993,81 pontos.

No setor aeroespacial, as ações do Rolls-Royce Group encerraram a sessão em alta de 3,16% depois de a empresa britânica ter anunciado que ofereceria € 3,2 bilhões pela alemã Tognum, fabricante de motores e sistemas de propulsão. A oferta foi feita por intermédio de uma joint venture com a montadora alemã Daimler. As ações da Tognum subiram 7,28% e as da Daimler avançaram 1,16%. Ainda assim, o índice DAX fechou em queda de 32,95 pontos, ou 0,46%, a 7.131,80 pontos, afetado pela queda de 3,68% nos papéis da Infineon.

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Além do noticiário corporativo, o mercado europeu continua atento ao preço do petróleo e às preocupações com os títulos da dívida de países da periferia da zona do euro, disseram analistas.

"O assunto da manhã era ficar de olho no preço do petróleo e no leilão de bônus portugueses", disse Joshua Raymond, estrategista da City Index. "Os negócios continuam sensíveis a qualquer elevação do preço do petróleo, ao passo que o leilão de bônus portugueses é mais uma oportunidade para que o mercado avalie a confiança dos investidores no endividado país."

Portugal leiloou hoje € 1 bilhão em bônus para setembro de 2013 com yield de 5,396%, acima do yield 4,086% de um leilão similar realizado em setembro passado. Em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 6,22 pontos, ou 0,08%, encerrando em 7.943,92 pontos.

Ao mesmo tempo, enquanto o preço do petróleo oscilava em torno dos US$ 105, os papéis das companhias petrolíferas cederam terreno na Europa. As ações da Total caíram 1,26% em Paris. Em Londres, a Royal Dutch Shell recuou 1,48% e a British Petroleum perdeu 1,77%. As informações são da Dow Jones.

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