PUBLICIDADE

Publicidade

Chávez confirma nacionalização da siderúrgica Sidor

Reestatização foi anunciada na madrugada de quarta; segundo presidente, processo de transição já começou

Por Efe
Atualização:

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, confirmou nesta quinta-feira, 10, a nacionalização da siderúrgica Sidor, controlada pelo grupo ítalo-argentino Techint. Ele anunciou que "já começou" o processo de "transição" para que o governo assuma o controle dessa indústria.   Veja também Após nacionalização, Sidor espera posição da Argentina Funcionários da Ternium fazem paralisação após nacionalização Argentina tenta reverter nacionalização da Sidor Chávez nacionaliza siderúrgica Sidor   "Tomei essa decisão por uma série de razões, e agora a transição já começou", afirmou Chávez, que informou que o ministro de Indústrias Básica e Mineração, Rodolfo Sanz, foi enviado à sede da Sidor "para conversar com os empresários" do grupo ítalo-argentino.   Esta é a primeira vez que o governante venezuelano se refere publicamente à reestatização da Sidor, que foi anunciada na madrugada da quarta-feira pelo vice-presidente, Ramón Carrizalez.   O consórcio internacional Ternium, presidido por Paolo Rocca, possui atualmente 60% da siderúrgica, enquanto o Estado venezuelano detém 20% e funcionários e ex-funcionários da companhia compartilham os 20% restantes.   A Sidor se situa cerca de 800 quilômetros ao sudeste de Caracas, e o Estado venezuelano recebeu US$ 1,2 bilhão por sua venda, em 1997, dois anos antes da chegada de Chávez ao poder.   A infra-estrutura da empresa é composta por 20 instalações onde se produz aço, laminados a quente e a frio, ferro e encanamentos.   A produção de tudo isso, com "matéria-prima subsidiada, da mesma forma que a eletricidade", ocorria com "uma exploração impiedosa" dos trabalhadores, que eram "submetidos a um regime semi-escravo", destacou Carrizales.   Além disso, mesmo com os subsídios, parte da produção era vendida depois à Venezuela "a preços internacionais".   "É possível que não haja violações à lei, mas o que se fazia era pelo menos antiético e desumano", o que o governo da Venezuela "não pode permitir", ressaltou.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.