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Bastidores do mundo dos negócios

BTG entra na corrida dos bancos por contas de investimentos no exterior

Banco já faz testes do produto que permitirá ao cliente do varejo aplicar em renda variável nos Estados Unidos e o uso de cartão de débito em dólar

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Foto do author Aramis Merki II
BTG entra em filão já disputado por corretoras especializadas, XP, Inter, C6 e, mais recentemente, Bradesco Foto: WERTHER SANTANA/ ESTADAO CONTEUDO

De olho numa disputa que ganha corpo entre os bancos e corretoras brasileiros, o BTG Pactual planeja oferecer, neste terceiro trimestre, a conta para investimentos nos Estados Unidos aos clientes de varejo.

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O banco já roda a fase de testes deste produto, que deve vir a público primeiramente com possibilidade de aplicações em renda variável nos Estados Unidos e cartão de débito em dólar. Até então, apenas clientes mais graúdos, com US$ 250 mil ou mais para investir, tinham acesso aos investimentos lá fora, mas novas parcerias com empresas americanas viabilizaram esta oferta para tíquetes menores.

O BTG entra em um terreno que já foi povoado por corretoras especializadas, como a Avenue - que teve uma fatia comprada pelo Itaú ano passado - e Nomad, além de XP, Inter, C6 e, mais recentemente, pelo Bradesco.

BTG avaliou aquisição de plataforma de investimento no exterior

“Avaliamos fazer a aquisição neste caso da plataforma offshore, mas optamos por um modelo híbrido. A parte do serviço foi criada internamente, e o serviço de infraestrutura é de parceiros externos”, afirmou Marcelo Flora, sócio e responsável pelas plataformas digitais do BTG.

A Synctera será provedora de tecnologia para conectar a infraestrutura do BTG com os produtos bancários nos EUA, enquanto a DriveWealth LLC foi contratada para suporte em custódia e liquidação de operações (carrying broker).

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O desenvolvimento da expansão em terras americanas para a plataforma digital ganhou impulso há mais de um ano, inclusive com a mudança de um sócio do banco, Renato Moritz, para Miami para tocar os projetos de perto. “Sempre fazemos a análise se vamos construir a solução do zero ou contratar de fora.

No caso do mercado americano, entendemos que é tão diverso e vasto que concluímos que não faria sentido desenvolver do zero. Assim nos liberamos para poder dedicar mais à experiência do cliente.” O serviço, que deve operar em uma fase ‘beta’ até agosto e ser liberado em setembro, permite que o cliente acesse os ativos das bolsas americanas pela própria plataforma de investimentos.

Primeiramente a oferta será de ações, que era a maior demanda dos clientes do banco, segundo Flora. O plano é adicionar fundos e depois renda fixa nos meses seguintes. A ideia do banco de investimentos é aproveitar esta estrutura para investimentos nos EUA também em suas plataformas digitais oferecidas no Chile. “É um país onde estamos dando os primeiros passos nesse negócio de plataformas. Lá, uma parcela razoável da riqueza das famílias já é investido fora, então o desenvolvimento da operação nos EUA poderá ser aproveitado por nossos clientes


Esta nota foi publicada no Broadcast no dia 15/06/23, às 14h51.

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