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Bastidores do mundo dos negócios

One Investimentos chega aos R$ 9 bi sob assessoria e aposta em novas verticais

Escritório ligado ao BTG espera chegar à marca de R$ 10 bilhões até o final do ano

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Foto do author Bruna  Camargo
André Rosa, CEO da One Investimentos Foto: Fabrício Assis/One Investimentos

A One Investimentos, escritório ligado ao BTG Pactual, acaba de alcançar R$ 9 bilhões sob assessoria, impulsionada pelo aumento do patrimônio dos clientes dentro da casa (o chamado share of wallet) e pela aposta em novas verticais de negócios, como as áreas de câmbio, seguros, corporate e imobiliário. A expectativa, agora, é consolidar o que foi criado e dar atenção às demandas dos clientes, com a meta de fechar o ano com mais de R$ 10 bilhões.

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“O nosso crescimento em 2024 tem sido impulsionado tanto por share of wallet quanto por novos clientes”, disse André Rosa, presidente executivo (CEO) da One, em entrevista ao Broadcast Investimentos. Com o family office - para clientes com patrimônio acima de R$ 10 milhões, que buscam um serviço mais holístico e preferem a remuneração por taxa fixa (fee based) - e a assessoria, o executivo acredita ter conseguido entender melhor as expectativas de cada segmento, construindo “modelos que fazem mais sentido para o cliente”, fidelizando-os e ganhando indicações.

Lançada em 2022, em meio à demanda pelo modelo de gestora, a One Wealth Management acumula R$ 1,2 bilhão na carteira e foi um suporte durante 2023, que foi um “ano difícil para as assessorias de investimento”, destaca Rosa. “No final das contas, conseguimos crescer por conta dessa combinação de modelos.”

Diferentes linhas de negócios

A One também tem apostado em diferentes linhas de negócio para crescer. Só as áreas de câmbio e seguros representaram algo entre 15% e 20% da receita da empresa no ano passado. A área de corporate é uma aposta, após a recente emissão de um CRI (certificado de recebível imobiliário) da Delta Energia no valor de R$ 250 milhões. “Alcançamos um novo patamar com essa operação”, diz Rosa, observando que antes as operações eram de valores menores.

Outra área que tem sido demandada por clientes é a imobiliária. Com início em janeiro, o volume com financiamentos e consórcios já chega a quase R$ 30 milhões. “Você faz a gestão dos investimentos dos clientes a vida inteira, mas ele lembra é da pessoa que o ajudou na hora de comprar um imóvel. É uma coisa simbólica, pois não é só dinheiro, é um sonho realizado”, observa o CEO da One.

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Para Rosa, a verticalização do negócio tem sido um “movimento importante, oferecendo outras linhas de receita”. “Esse tipo de diversificação faz com que, em anos difíceis, haja um impacto menor na variabilidade da receita, que não será só investimentos. No ano passado foi algo como 70/30. Este ano achamos que vai ser menos para investimentos, e não por uma diminuição da área, mas pelo aumento das outras”, afirma.

No segundo semestre, o plano é continuar explorando as novas linhas, mas em um movimento de consolidação das áreas enquanto a empresa segue mapeando as necessidades dos clientes.


Este texto foi publicado no Broadcast no dia 18/06/24, às 11h52.

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