Com a explosão no número de captações de recursos que se vendem como ESG (ligadas a critérios de boas práticas ambientais, de sustentabilidade e governança, da sigla em inglês) por conta da febre com essa tendência, grandes gestoras começam a apertar os critérios do que consideram bons investimentos. Para evitar o greenwashing (passar a imagem e lucrar com virtudes inexistentes) de algumas emissões, a SulAmérica Investimentos, por exemplo, está aplicando filtros positivos e negativos, em relação a produtos financeiros nos quais pode investir.
É um sistema da própria SulAmérica, que tem R$ 46 bilhões sob gestão, e começa a aumentar a exigência dos critérios ESG em toda sua carteira, hoje dividida em 25 fundos. Segundo Marcelo Mello, vice-presidente da SulAmérica, nos últimos tempos, várias captações têm sido vendidas ao mercado como sendo ESG, mas com diferencial e entrega pouquíssimo ambiciosos. Seriam metas, por exemplo, de redução de emissão de gases que causam o efeito estufa, entre outras, muito fáceis de serem atingidas.
Ranking
Pela metodologia da SulAmérica, nenhuma captação é excluída, mas se a nota do produto financeiro for baixa, por conta do filtro negativo, receberá poucos recursos - ou não receberá nada. Cada empresa/ação entra em um ranking e a gestora escolhe os papéis que mais se destacam.
Esta nota foi publicada no Broadcast+ no dia 28/07/2021, às 17h53.
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