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Dólar tem ganho com noticiário externo negativo e PIB fraco

Cenário: Dados decepcionantes das economias desenvolvidas e emergentes, incluindo a expansão anêmica do PIB brasileiro no primeiro trimestre do ano, abriram o mês de junho fazendo com que o dólar continuasse acima do nível de R$ 2,00 pelo terceiro pregão consecutivo. No mercado à vista de balcão, ontem, a alta foi expressiva, de 1,44%, acumulando avanço de 2,40% na semana, com a moeda valendo R$ 2,046. Mesmo diante da pressão, o Banco Central ficou de fora dos negócios e os operadores avaliaram que a autoridade monetária resolveu não intervir porque a alta do dólar atingiu a maioria das moedas de risco.Por sua vez, a Bolsa anulou os ganhos da semana e o principal índice à vista, o Ibovespa, perdeu 2% em um único dia, a 53.402,90 pontos. Entre as blue chips, as ações ON da Petrobrás recuaram 0,51% e as PN perderam 1,73%, acompanhando os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex), que fecharam em queda de 3,81%, a US$ 83,23 o barril, no menor nível desde 7 de outubro. Já a Vale viu seus papéis ON perderem 1,57% e os PNA caírem 1,63%.A onda de tensões nesta sexta-feira refletiu, além da fraqueza do PIB do Brasil, o recuo do indicador antecedente de atividade industrial (PMI) da China e da zona do euro, além do número baixo de empregos criados nos Estados Unidos, todos relativos a maio. O sentimento negativo dos investidores nos mercados globais ainda fez com que as taxas de juros de prazos curto devolvessem prêmios no mercado doméstico. Assim, a taxa do contrato de juro para janeiro de 2013 cedeu para 7,88%, ontem, de 7,92% na quinta-feira. Para janeiro de 2014, o juro encerrou o dia a 8,27%, nivelado ao fechamento da véspera. Já as taxas de longo prazo apresentaram alta.No exterior, o aumento da aversão ao risco conduziu o acumulado anual do índice acionário norte-americano Dow Jones ao terreno negativo pela primeira vez em 2012. A taxa de retorno dos títulos públicos norte-americanos, T-Notes, de 10 anos atingiu mínima recorde. As incertezas também arrastaram para baixo os juros dos bônus da Alemanha e do Reino Unido, refletindo a busca dos investidores por ativos considerados seguros.

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