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Eletrobras decide negociar com empregados e greve é suspensa a pedido de ministro do TST

Nova proposta da empresa sobre Acordo Coletivo de Trabalho será submetida aos sindicatos; negociação sobre redução e reajuste salariais será revista

RIO - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) pediu aos empregados da Eletrobras que voltassem ao trabalho depois que a empresa cedeu e decidiu reavaliar algumas questões do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), afirmou nesta sexta-feira, 14, o Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE).

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“Nesta quinta, 13, o ministro do TST Maurício Godinho Delgado mediou a primeira audiência entre sindicatos, representantes dos trabalhadores do Grupo Eletrobras e representantes da empresa”, disse o CNE.

A Eletrobras havia decidido não aceitar a arbitragem do TST, alegando que a proposta final, apresentada após a quinta rodada de negociações, não poderia ser alterada. Com a greve, que segundo o CNE atingiu 80% do pessoal da empresa, a Eletrobras cedeu e decidiu reabrir as conversas.

“A nova proposta será construída pela Eletrobras e submetida aos sindicatos para que seja levada às assembleias para deliberação dos trabalhadores”, informou o CNE, destacando que os representantes da empresa estavam “visivelmente irritados e desconfortáveis em ter que flexibilizar a proposta final”.

Eletrobras quer reduzir o abono oferecido para quem aceitasse o acordo de R$ 9 mil para R$ 4 mil, segundo sindicatos Foto: Wilton Junior/Estadão

Segundo os sindicalistas, os pontos que serão revistos pela Eletrobras são transição de plano de saúde, abono de férias, fim da discussão sobre redução salarial, reajuste salarial para todos os empregados e dispositivo para frear demissões em massa. Em contrapartida, a Eletrobras quer reduzir o abono oferecido para quem aceitasse o acordo de R$ 9 mil para R$ 4 mil.

“Por ora, o ministro Godinho Delgado pediu que se interrompesse os movimentos paredistas e que a empresa abonasse os dias parados. Durante todo o dia de hoje (sexta-feira, 14) os sindicatos amanheceram em assembleia para suspender a greve e atender ao pedido do TST”, informou o CNE.

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