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Crescem negócios com títulos prefixados curtos em setembro

Em julho, esses papéis representavam 76% do total negociado, participação que caiu para 60% em agosto e 58% em setembro  

Por Patricia Lara e da Agência Estado
Atualização:

O volume de negócios com títulos públicos prefixados de curto prazo cresceu pelo segundo mês consecutivo, com os negócios no mercado secundário aumentando 24,7% em setembro, segundo informa boletim divulgado hoje pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima). O aumento aponta uma aceleração em relação a agosto, quando o volume de negócios com esses papéis teve expansão de 10,2% em relação a julho. Segundo a Anbima, "ao que tudo indica, a maior divergência de expectativas em relação ao comportamento da inflação e das taxas de juros de curto prazo criou mais oportunidades de negócios com esses papéis". No início de setembro, o Comitê de Política Monetária do (Copom) Banco Central optou pela manutenção da taxa Selic em 10,75% ao ano, considerando que identificou redução dos riscos à concretização de um cenário inflacionário benigno. Mas alguns analistas e economistas ainda viam espaço para aumento da Selic, diante do impacto da demanda doméstica forte sobre a evolução dos preços. No entanto, o mercado acabou postergando essa expectativa para 2011, mantendo ainda divergências sobre se haverá de fato nova elevação e sobre o momento em que esse ajuste poderá se materializar. De acordo com a Anbima, com o crescimento, os negócios com títulos pré de até um ano passaram a representar 29% do volume total em setembro, aumento significativo em relação aos 18% de julho. Em contrapartida, houve uma redução de 35,4% no volume negociado de títulos prefixados com prazo de vencimento entre um e cinco anos entre julho e setembro. Em julho, esses papéis representavam 76% do total negociado, participação que caiu para 60% em agosto e 58% em setembro. Já os títulos prefixados de prazo mais longo (acima de cinco anos) respondiam por 13% do movimento total em setembro, de 16% em agosto e 6% em julho Quanto aos títulos públicos indexados ao IPCA, houve uma redução de 16,5% no volume de negócios em setembro, em relação a agosto. O relatório da Anbima ressalta ainda que seu Comitê de Acompanhamento Macroeconômico revisou suas expectativas quanto ao desempenho da economia brasileira em 2010, projetando um crescimento de 7,60% para esse ano em comparação aos 7,21% observados na coleta anterior, diante do dinamismo maior dos setores industrial e agropecuário. A projeção do PIB para 2011 oscilou de 4,52% para 4,50%. O comitê também revisou a cotação do dólar no final deste ano, que passou de R$ 1,80 para R$ 1,75.

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