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Bolsas na China têm forte queda com venda generalizada de ações

Movimento afeta Bolsa de Tóquio e tem reflexos sobre preços de commodities

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Por Redação
Atualização:

Em queda livre, o mercado acionário chinês mostrou sinais de congelamento nesta quarta-feira, 8, com empresas correndo para escapar do desastre. Companhias tiveram a negociação de suas ações suspensas e os índices despencaram após o regulador do mercado chinês alertar sobre um "sentimento de pânico" apoderando-se de investidores.

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Os temores em torno da economia chinesa ajudaram a afundar ainda mais os preços do minério de ferro, que despencaram 11,3% no mercado à vista, para US$ 44,1 a tonelada seca, de acordo com dados do The Steel Index. A Bolsa de Tóquio também sofreu com o tombo na China e recuou 3,14%, a maior perda porcentual desde 2014.

Pequim, que vem lutando há mais de uma semana para dobrar o mercado, lançou mais uma saraivada de medidas para interromper a venda generalizada, e o Banco Central disse que aumentará o suporte para corretoras listadas para sustentar as ações.

Operador na Bolsa de Xangai Foto: AP

O índice CSI300 das maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen fechou em queda de 6,8%, enquanto o índice de Xangai caiu 5,9%.

Com quase metade do mercado com negociação suspensa e outra rodada de chamada de margens forçando investidores alavancados a se livrar de quaisquer ações para as quais pudessem achar compradores, as blue chips (ações de empresas de grande porte, com grande volume de negociações) que foram sustentadas por fundos de estabilização no começo da semana sofreram a maior parte do impacto.

"Nunca vi esse tipo de queda antes. Não acho que alguém tenha visto. A liquidez está totalmente esgotada", disse o analista da Northeast Securities Du Changchun.

"Originalmente, muitos queriam manter as blue chips. Mas com tantas small Caps (com baixo valor de mercado) suspensas das negociações, a única maneira de reduzir a exposição de risco é vender as blue chips."

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Tóquio. A Bolsa de Tóquio sofreu o maior tombo em 16 meses nesta quarta-feira, influenciada por temores gerados pela forte volatilidade vista nos mercados acionários chineses nas últimas semanas e por preocupações com a situação da Grécia.

O índice Nikkei, que reúne as ações mais negociadas na capital do Japão, fechou o pregão com queda de 3,14%, registrando a maior perda porcentual desde 14 de março de 2014. No ano, porém, o Nikkei ainda acumula ganhos de 13,1%. Cerca de 3,2 bilhões de ações foram negociadas hoje em Tóquio, o maior volume desde 29 de maio.

A sessão na Bolsa japonesa foi pressionada por receios de que as últimas medidas regulatórias e do governo da China para conter a volatilidade dos mercados acionários do país podem ter sido em vão. A Grécia é mais um fator de preocupação, mas começa a assumir o segundo plano no Japão.

"O atual problema da dívida da Grécia está dominando as manchetes mundiais, mas mais perto de casa, a China é o que vem primeiro nas mentes dos investidores regionais", comentou Tatsunori Kawai, estrategista de investimentos da kabu.com Securities. "O governo (chinês) está fazendo tudo que pode para estabilizar os mercados de lá, mas quase sem resultado. Os mercados japoneses sentem o contágio, uma vez que os investidores ficaram mais avessos aos mercados regionais de forma geral." (Com informações da Reuters e da Dow Jones Newswires).

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