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Déficits fiscais impõem dilema de políticas aos governos, diz Roubini

Segundo economista, países precisam balancear a necessidade de estimular a recuperação da economia com o imperativo de manter as dívidas sob controle

Por Ligia Sanchez e da Agência Estado
Atualização:

O economista Nouriel Roubini afirmou que os governos com crescentes déficits de orçamento enfrentam um "dilema extremo de políticas", já que precisam balancear a necessidade de estimular a recuperação da economia com o imperativo de manter as dívidas sob controle.

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"O atual aumento da dívida fiscal está levando a um dilema extremo de políticas - por um lado, precisamos dos estímulos monetário e fiscal porque a recuperação da demanda privada ainda está anêmica", disse Roubini durante uma conferência na Suíça. Por outro, manter o estímulo por muito tempo poderia acarretar déficits e um risco de inflação elevada ou de default, explicou o economista, que é reconhecido como um dos poucos especialistas que previram a crise financeira global.

"A questão é o que fazer - se retirar o estímulo monetário e fiscal muito rápido, existe o risco de que se volte a entrar em recessão e deflação, talvez até em depressão", afirmou. Roubini disse que grandes economias como as dos Estados Unidos, Japão e Reino Unido, que têm controle direto sobre suas moedas nacionais, poderiam imprimir dinheiro para evitar um problema de dívida soberana, mas esta medida traria o risco de alta inflação.

Segundo ele, os governos da zona do euro enfrentaram desafios reais. "A Grécia é apenas a ponta do iceberg", avaliou. Na semana passada, Roubini havia declarado que os países da Leste Europeu e da Europa Central que possuem alto déficit orçamentário não tinham alternativa exceto adotar medidas de austeridade fiscal e reformas.

As informações são da Dow Jones. 

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