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HRT pretende fechar parceria na Namíbia até fim do mês

Por Fernanda Nunes e MÔNICA CIARELLI E IRANY TEREZA

Para dar continuidade aos projetos de exploração e produção de petróleo e gás natural no Brasil e na Namíbia, a petroleira HRT contará com a parceria de petroleiras nacionais e estrangeiras. A intenção é encontrar sócios investidores que reduzam os riscos dos negócios. No país africano, a empresa pretende fechar a venda de parte de um bloco até o fim deste mês, antes do anúncio do resultado exploratório na área.No Brasil, a empresa qualificou-se para disputar novas áreas exploratórias na 11.ª Rodada de Licitações, que será promovida em maio pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Mas, a HRT não está disposta a empenhar parte do caixa, atualmente de R$ 1 bilhão, nesta empreitada. A ideia, diz o Márcio Rocha Mello, presidente da companhia, é buscar aliança com outras empresas investidoras. A HRT entraria somente com o "know-how"."Passei anos fazendo, para a Petrobras e para minhas empresas, estudos geológicos sobre as bacias da região Nordeste e da margem equatorial do País. Conheço aquilo como a palma da minha mão. É claro que há petroleiras interessadas em formar parceria com a HRT apenas pelo seu conhecimento técnico", alega Mello.A estratégia de não despender dinheiro na aquisição de novas áreas apenas será revista se a HRT se deparar com uma "oportunidade espetacular", ressaltou o executivo. Em seguida, admitiu que as áreas ofertadas dessa vez são de nova fronteira, o que pressupõe mais risco do que aquelas localizadas em bacias mais maduras, como as de Campos e Santos.As ações da HRT, que em março de 2011 chegaram a ser cotadas a R$ 43,00, hoje valem um décimo disso. No fechamento desta sexta-feira, a cotação era de R$ 4,39. Nos últimos 12 meses, a desvalorização foi de quase 63%. Mello ressaltou que todo caixa disponível da empresa será direcionado aos projetos em execução na Amazônia e na Namíbia. Ele afirmou que os recursos são suficientes para fazer frente aos investimentos planejados até o fim de 2014. "Se a gente não achar nada na Namíbia e não gerar caixa será um grande azar, quase uma impossibilidade", afirmou.Atualmente, a empresa tem a portuguesa Galp como parceira na Namíbia. A petroleira adquiriu no fim do ano passado 14% de participação em três licenças exploratórias da HRT, nas bacias de Walvis e Orange. Além desta e da segunda venda de ativo, prevista para ser concluída até o fim deste mês, a HRT negocia outras sociedades, com a premissa de que permanecerá como operadora e dona de pelo menos 51% do controle das áreas. Atualmente, a participação total da empresa nos blocos gira em torno de 85%. "A HRT está em seu melhor momento. Estamos prestes a produzir petróleo no Solimões e na Namíbia", disse Mello, contestando rumores de que acionistas estão descontentes com a forma como a empresa vem sendo conduzida por ele.

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