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Setor automotivo tem recordes, mas exportações preocupam

Por VANESSA STELZER
Atualização:

A produção e as vendas de veículos novos no Brasil atingiram níveis recordes em agosto, mas as exportações caíram e levaram a associação que representa o setor a enviar ao governo um estudo sobre competitividade. As vendas de veículos novos subiram 8,2 por cento sobre julho, para 235,3 mil unidades, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) nesta quinta-feira. Frente a agosto do ano passado, as vendas saltaram 31,8 por cento. A produção cresceu 5,1 por cento na comparação mensal, para 279,7 mil unidades, e 14,5 por cento em relação ao mesmo período de 2006. "Os fundamentos da economia estão absolutamente estáveis e trazem confiança para o consumidor", afirmou Jackson Schneider, presidente da Anfavea, citando como estímulos o aumento do crédito, da renda e dos prazos de financiamento. "Estamos vivendo um momento muito positivo, sobretudo no mercado interno. Mas isso é um dado de momento, porque há uma cautela sobre as exportações", acrescentou. A inadimplência caiu a 3,2 por cento um julho (dado mais atualizado), ante 3,5 por cento em igual mês de 2006. Nos oito primeiros meses do ano, as vendas internas somaram 1,53 milhão de unidades, alta de 27,3 por cento em relação a 2006. Enquanto isso, a produção acumula avanço de 9,1 por cento, com 1,93 milhão de unidades. PREOCUPAÇÃO EXTERNA Por outro lado, as exportações do setor declinaram em cifra e volume. As vendas externas de veículos e máquinas agrícolas tiveram queda de 2,5 por cento sobre julho, para 1,14 bilhão de dólares. Em relação a agosto de 2006, houve crescimento de 6,4 por cento. As exportações acumulam no ano expansão de 3,7 por cento, totalizando 8,27 bilhões de dólares. Em volume, as vendas externas de automóveis caíram 18,3 por cento mês a mês e 7 por cento ante agosto de 2006, para 68 mil unidades. No ano, apresentam redução de 7,9 por cento. Schneider informou que a Anfavea encomendou um estudo à PricewaterhouseCoopers para comparar a competitividade da indústria automotiva brasileira com a de países com sólida presença no setor, como Alemanha, e emergentes, como China e Índia. O estudo foi enviado aos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "Analisamos as condições de investimento, os aspectos de infra-estrutura e tributação de vários países... O estudo não pediu medidas específicas (ao governo)", disse. Ele citou o dólar baixo frente ao real como obstáculo às exportações, mas preferiu não dar detalhes sobre o tipo de medidas que espera que o estudo gere por parte do governo.

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