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Setor químico acumula entre janeiro e setembro déficit de US$ 14,7 bi

Resultado representa um aumento de 31% em relação ao mesmo período de 2009

Por André Magnabosco e da Agência Estado

A indústria química brasileira voltou a registrar déficit em setembro. Pressionado pela alta das importações, o setor reportou saldo comercial negativo de US$ 2,1 bilhões no mês passado, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Com o resultado, o déficit no acumulado de janeiro a setembro alcançou US$ 14,7 bilhões, uma expansão de 31% em relação ao mesmo período de 2009.

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Em decorrência do crescimento da demanda doméstica e do câmbio mais favorável às importações, as compras brasileiras no exterior somaram US$ 24,3 bilhões (preço FOB) até setembro, uma expansão de 30,4% sobre o mesmo período do ano passado. Já as exportações cresceram 29,4% no mesmo período, para US$ 9,6 bilhões.

Os produtos que lideraram o ranking das exportações foram as resinas termoplásticas, com vendas anuais de US$ 1,3 bilhão (alta de 11,3% sobre 2009), e produtos petroquímicos básicos, com total de US$ 716,7 milhões (+77,2%). Na ponta importadora, os destaques são os medicamentos para uso humano, com vendas de US$ 3,9 bilhões (+53,9%), e os intermediários para fertilizantes, com total de US$ 3,2 bilhões (+13,8%).

Quando considerados os resultados em toneladas comercializadas, a indústria química brasileira também apresenta resultado negativo. O déficit do setor até setembro é de 10,4 milhões de toneladas, alta de 62,4% sobre os nove primeiros meses do ano passado. As importações no período alcançaram 20 milhões de toneladas, alta de 31,8%, enquanto as exportações cresceram 9,6%, para 9,7 milhões de toneladas, em igual base comparativa.

O segmento que puxou as importações no período foi o de intermediários para fertilizantes, com compras totais de 10,3 milhões de toneladas, alta de 36,5% sobre o intervalo de janeiro a setembro de 2009. Em seguida aparece o segmento de cloro e álcalis, com compras de 2,2 milhões de toneladas, alta de 15,2% em igual comparação. O mercado de resinas termoplásticas também apresentou forte expansão no período, 31,8%, alcançando 1,4 milhão de toneladas.

Entre as exportações, a liderança ficou por conta das resinas termoplásticas, com vendas de 936,6 mil toneladas. O resultado, entretanto, é 21,4% inferior ao mesmo período do ano passado. Em seguida aparece o segmento de petroquímicos básicos, com vendas de 680,2 mil toneladas, volume 10,3% superior ao registrado entre janeiro e setembro de 2009.

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