Jornal Eldorado

As principais notícias do dia com Haisem Abaki e Carolina Ercolin


SEG, TER, QUA, QUI, SEX | 06:00 ÀS 09:30
Governo corre para pagar emendas antes das eleições; especialista aponta falta de transparência

O governo deve pagar até R$ 30 bilhões em emendas parlamentares até amanhã, véspera do início do prazo que restringe esses repasses. É o maior volume da história para o primeiro semestre do ano e para um período pré-eleitoral. O valor inclui recursos distribuídos sem critérios técnicos, as chamadas emendas Pix e heranças do orçamento secreto, esquema criado no governo de Jair Bolsonaro e que foi declarado ilegal após ser revelado em reportagens do Estadão. A lei eleitoral proíbe o pagamento de emendas três meses antes da eleição, período que começa no próximo dia 6, com exceção de repasses para obras executadas anteriormente. Em entrevista à Rádio Eldorado, o gerente de Pesquisa da Transparência Internacional Brasil, Guilherme France, criticou o modelo e disse que os repasses estão sendo feitos “a toque de caixa” e “sem transparência”.

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Todas as edições

Como o atentado contra Trump atinge a campanha eleitoral nos EUA? Ouça análise de especialista

O atentando contra o ex-presidente e candidato republicano à Casa Branca Donald Trump deve se transformar em estratégia de campanha e ele próprio fez isso ao erguer os punhos e gritar “lutem!” aos seus eleitores, momentos após ser atingido por um tiro de raspão no último sábado. Por outro lado, o ataque também deve mexer com a estratégia do presidente democrata Joe Biden, candidato à reeleição, que já fez no domingo um discurso pregando união e diálogo. As avaliações foram feitas nesta segunda-feira pela professora de Relações Internacionais da ESPM Denilde Holzhacker, em entrevista à Rádio Eldorado.

15/07/2024, | 10h09
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Reforma do ensino médio aproxima o Brasil dos países desenvolvidos, diz Cláudia Costin

A Câmara dos Deputados rejeitou a inclusão do espanhol como disciplina obrigatória e as mudanças que o Senado havia feito na carga horária da formação básica do Novo Ensino Médio e, com isso, aprovou a versão final da proposta na noite de terça-feira. O projeto de lei vai agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A carga horária nos três anos permanece como é hoje: 3 mil horas. O que muda é a divisão entre as disciplinas obrigatórias e as optativas, de aprofundamento de conhecimento em áreas específicas. Atualmente, são 1,8 mil horas para as obrigatórias e 1,2 mil para as optativas. Com a reforma, as obrigatórias crescem para 2.400 horas e as optativas caem para 600 horas. A lista de disciplinas obrigatórias aumentou. Além de português, matemática, educação física, arte, sociologia e filosofia, entram inglês, ciências da natureza e ciências humanas. O texto restringe o ensino à distância e só autoriza essa modalidade de forma excepcional e temporária. O critério deverá ser estabelecido pelos Estados. Em entrevista à Rádio Eldorado, a professora Claudia Costin, ex-diretora global de educação do Banco Mundial, considerou as mudanças que serão implementadas a partir de 2025 como positivas. Para ela, o novo modelo diminui a distância do ensino médio brasileiro em relação aos países mais desenvolvidos.

11/07/2024, | 08h58
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Raí diz que união contra extrema direita na França é “um exemplo para o mundo”; ouça entrevista

O ex-jogador de futebol Raí, campeão mundial pela Seleção Brasileira e pelo São Paulo, disse hoje, em entrevista exclusiva à Rádio Eldorado, direto de Paris, que a união entre a esquerda e o centro para derrotar a extrema direita nas eleições legislativas francesas é “um exemplo para o mundo”. Na semana passada, ainda durante a campanha eleitoral, Raí Souza Vieira de Oliveira, que é mestre em Políticas Públicas pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, alertou para os perigos de uma ascensão ao poder da extrema direita, que venceu o primeiro turno, mas ficou em terceiro na segunda e última etapa da votação. Na entrevista à Rádio Eldorado, ele destacou que cerca de 200 candidatos renunciaram para apoiar postulantes que tinham mais chances de derrotar a direita radical. Para Raí, na política é preciso “pensar no todo, além dos seus interesses individuais”. Questionado sobre a situação do futebol brasileiro, eliminado da Copa América e vivendo uma saída precoce de jogadores para o exterior, Raí criticou a CBF e a falta de organização dos clubes para a formação de ligas independentes pelos clubes.

10/07/2024, | 09h34
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A Revolução Constitucionalista de 1932 foi mesmo uma derrota para São Paulo? Ouça análise

A Revolução Constitucionalista de 1932 completa 92 anos nesta terça-feira. Iniciado em 9 de julho, o movimento colocou o Estado de São Paulo em guerra contra o governo de Getúlio Vargas e o poderio militar federal se sobrepôs após quase três meses de confrontos. Em entrevista à Rádio Eldorado, o professor, historiador e sociólogo Eduardo Baez, explicou o contexto da época e disse que São Paulo, apesar da derrota militar, teve uma vitória política.

09/07/2024, | 10h12
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França: extrema direita é derrotada, mas vencedores não têm maioria para governar; ouça análise

O presidente da França, Emmanuel Macron, recusou hoje a renúncia do primeiro-ministro do país, Gabriel Attal, e pediu para ele permanecer no cargo temporariamente após o resultado da eleição de domingo. Nenhum dos principais blocos políticos obteve a maioria absoluta, de 289 cadeiras, na Assembleia Nacional. Contra todas as expectativas, a esquerda Nova Frente Popular, formada por socialistas, comunistas, verdes e esquerdistas radicais, obteve 182 assentos no Parlamento. Em seguida, aparece a coalizão Juntos, do presidente Emmanuel Macron, com 166 cadeiras. Essas duas forças se uniram em vários distritos e promoveram renúncias de candidatos com menos chances de derrotar a extrema direita. Com isso, o antes favorito Reagrupamento Nacional (RN), da direita radical, ficou com 143 deputados. O resultado sem uma maioria definida aumenta o risco de paralisia da segunda maior economia da União Europeia. Em entrevista à Rádio Eldorado, o cientista político Gaspard Estrada, do Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po Paris), disse que “o pior foi evitado”, mas ressaltou que “haverá muita instabilidade por enquanto”. Para ele, há três cenários possíveis: um governo com maior participação da esquerda, uma coligação de parte da esquerda com Macron ou um governo técnico, mais distante de vinculações políticas.

08/07/2024, | 11h17
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