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Análise|Alisson falha, Brasil joga mal e só empata com os Estados Unidos antes da Copa América

Seleção brasileira tem atuação contestada em Orlando e fica devendo na última exibição preparatória para o torneio continental

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Foto do author Marcos Antomil
Atualização:

O Brasil não saiu do empate com os Estados Unidos, por 1 a 1, nesta quarta-feira, em Orlando, no último amistoso preparatório para a Copa América. Com falha de Alisson e gol de Rodrygo, a seleção reforçou as debilidades apresentadas na vitória sobre o México. Dorival Júnior terá de mudar a formatação tática e identificar os atletas que pedem espaço na equipe titular e aqueles que não estão no nível técnico desejado.

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A seleção brasileira não deixa boa impressão de olho na Copa América. O principal rival do Brasil na fase de grupos é a Colômbia. Costa Rica e Paraguai não colocam medo e, por isso, dificilmente o time nacional será eliminado na primeira etapa. No entanto, a seleção não está no mesmo patamar de Argentina, grande favorita a conquistar o bicampeonato, e Uruguai.

Um problema reiterado nos times de Dorival Júnior - foi assim no São Paulo, por exemplo - é converter posse de bola em gol. A forma como o Brasil atua apresenta uma equipe cujo domínio é ilusório. A defesa também é um problema, foram seis gols sofridos nos quatro primeiros jogos da “era Dorival”. A responsabilidade passa por toda a estrutura da retaguarda brasileira, mas Alisson não passa a confiança necessária para continuar como goleiro titular, apesar de ocupar o posto nos últimos dois Mundiais.

Estados Unidos e Brasil ficam no empate em Orlando. Foto: John Raoux/AP

Ataque brasileiro se desencontra, e Alisson falha

Conforme previsto, Dorival Júnior optou por deixar Endrick no banco de reservas para o início de jogo, escalando o que seria o time titular, com Vini Jr. como principal líder técnico. A partida começou com uma postura surpreendente dos donos da casa. A seleção dos Estados Unidos decidiu testar o goleiro Alisson e, por pouco, não comemorou o primeiro gol em um chute de longa distância de Musah que acertou o travessão.

Com o passar do tempo, Vini Jr. tomou o protagonismo do jogo para si e arriscou algumas finalizações. Mas foi Rodrygo quem balançou as redes primeiro na Flórida. O camisa 10 recebeu passe de Raphinha na entrada da área pela esquerda e chutou para abrir o placar a favor da seleção brasileira aos 16 minutos.

Rodrygo comemora com os colegas de seleção brasileira o gol que inaugurou o placar em Orlando. Foto: Rich Storry/AFP

Não demorou para a aposta original norte-americana - de arriscar finalizações contra Alisson - surtir efeito. Em cobrança de falta na meia-lua, aos 25, Pulisic chutou rasante no canto do goleiro brasileiro, que falhou e não conseguiu impedir o empate dos donos da casa.

Christian Pulisic, camisa 10, empatou o jogo para os norte-americanos em Orlando. Foto: Rich Storry/AFP

O primeiro tempo mostrou que a seleção brasileira, seja com time titular ou reserva, apresenta os mesmos defeitos criativos. A insistência - apesar de justificada - de Dorival em deixar Endrick no banco se mostra um erro. O trio de ataque, com Vini, Rodrygo e Raphinha, que deveria privilegiar a mobilidade acabou por confundir mais a criação brasileira do que a defesa norte-americana.

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Na volta do intervalo, Dorival fez uma troca simples no meio-campo brasileiro, com Douglas Luiz entrando na vaga de João Gomes. O time, porém, não mostrou maior aptidão com a modificação. A presença da seleção no setor de ataque não foi convertida em lances claros de gol.

Entre os 15 e os 25 minutos do segundo tempo, os Estados Unidos se lançaram ao ataque e controlaram mais a posse de bola. A entrada de Endrick no lugar de Lucas Paquetá revitalizou a seleção brasileira. O jovem de 17 anos e Vini Jr. apareceram mais vezes com chances de balançar a rede norte-americana. O Brasil, porém, não conseguiu ser efetivo no restante do jogo, e o placar permaneceu inalterado até o apito final.

Estreia da seleção brasileira na Copa América

A seleção brasileira tem 11 dias para se preparar para a estreia na Copa América. O Brasil mede forças com a Costa Rica no dia 24, às 22h (de Brasília), no SoFi Stadium, em Inglewood, na Califórnia. A equipe nacional está no Grupo D na companhia dos costarriquenhos, colombianos e paraguaios.

FICHA TÉCNICA: ESTADOS UNIDOS 1 x 1 BRASIL

  • ESTADOS UNIDOS: Turner; Scally (Moore), Chris Richards, Ream e Antonee Robinson; McKennie, Musah (Adams) e Reyna (Johnny); Weah (Aaronson), Pepi (Balogun) e Pulisic. Técnico: Gregg Berhalter.
  • BRASIL: Alisson; Danilo, Marquinhos, Beraldo e Wendell; Bruno Guimarães (Andreas Pereira), João Gomes (Douglas Luiz) e Lucas Paquetá (Endrick); Raphinha (Savinho), Rodrygo (Gabriel Martinelli) e Vinícius Júnior. Técnico: Dorival Júnior.
  • GOLS: Rodrygo, aos 17, e Pulisic, aos 25 minutos do 1º tempo.
  • ÁRBITRO: Said Martínez (HON).
  • CARTÃO AMARELO: João Gomes.
  • PÚBLICO: 60.016 torcedores.
  • LOCAL: Camping World, em Orlando-EUA.
Análise por Marcos Antomil

Editor assistente de Esportes. Formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero e pós-graduado em Jornalismo e Transmissões Esportivas pela Universidad Nebrija (Espanha).

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