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Depois de dois anos, Tapetão volta a rondar o Brasileiro

Náutico acusa o meia Batista de atuar irregularmente em três jogos - contra São Paulo, Cruzeiro e Juventude

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Por Guilherme Carvalho
Atualização:

Demorou, mas eis que a ameaça de tapetão voltou a rondar o Campeonato Brasileiro de 2007. Assustado pelo fantasma do rebaixamento, o Náutico entrou na última segunda-feira com uma queixa contra o Paraná no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A alegação é de que os paranaenses escalaram irregularmente o meia Batista em três partidas - contra São Paulo, Cruzeiro e Juventude. Caso a denúncia seja acatada e o Paraná, considerado culpado, a equipe paranaense, atualmente em 15.º lugar, com 28 pontos, perderia 18 pontos e iria para o penúltimo lugar, ao lado do América mas à frente no número de vitórias. Penúltimo colocado, com 21 pontos, o Náutico ganharia uma posição. João Batista Leite da Silva, de 28 anos, pertencia à Adap Galo, do Paraná, mas entrou com um recurso contra o clube em janeiro, alegando que ficou três meses sem receber salários. Enquanto a ação era julgada, o Avaí conseguiu uma liminar, em abril, para poder contar com o jogador e o contratou até fevereiro de 2009. Em agosto, porém, o meia foi emprestado ao Paraná, clube que já defendera em 2006. "Essa transferência foi irregular. A liminar dava condição apenas para que ele atuasse pelo Avaí e não por outro clube. Acredito que a queixa tem boas chances de ser acatada pelo STJD", garante o advogado do clube pernambucano, Osvaldo Cestário Filho. Para o Paraná, a situação é legal. "Estamos tranqüilos quanto a esse caso. Antes de colocarmos o atleta para jogar, recebemos a liberação do Avaí e da Federação Catarinense de Futebol. Enviamos os documentos à CBF, que acatou e inscreveu o atleta no BID. Portanto, não tem nada errado em sua escalação", acredita o vice-presidente de futebol do clube, José Domingos Borges Teixeira, que disse ainda não saber da denúncia. "Desconhecemos essa queixa. Mas como estão todos comentando, já colocamos nossos advogados de prontidão. Estão analisando o caso", completou. O STJD está recolhendo as provas do caso e irá tomar uma posição nas próximas semanas. No começo do campeonato o Palmeiras chegou a ser ameaçado por ter escalado contra o Atlético Paranaense o atacante Max, que estava no centro de um imbróglio jurídico entre o Corinthians-AL e o América-RN. O clube potiguar tentou cassar seis pontos do paulista, mas, como Max estava regularizado no BID do Palmeiras na data da partida, o STJD não aceitou a denúncia.

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