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Posição da Uefa sobre proposta surpreende partidário de reforma na Fifa

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Por BRIAN HOMEWOOD

Mark Pieth, que encabeça uma iniciativa de reforma com o objetivo de combater a corrupção na Fifa, disse estar perplexo com a oposição da Uefa a uma parte importante do seu plano. Ele sugeriu que, se a Fifa não adotar reformas já no seu congresso anual, a ser realizado em maio nas ilhas Maurício, o governo suíço poderá começar a cobrar impostos da entidade que dirige o futebol mundial, e que tem sede em Zurique. Pieth, que dirige o comitê independente de gestão da Fifa, disse que não consegue entender por que as entidades futebolísticas europeias se opuseram por unanimidade à adoção de uma verificação centralizada dos antecedentes de ocupantes de cargos eletivos na Fifa, incluindo os membros do comitê executivo. A Uefa (entidade que dirige o futebol europeu) sugeriu, em vez disso, que as verificações de antecedentes sejam realizadas localmente, "se necessário". "É meio que trágico que as associações europeias tenham cerrado fileiras e feito uma longa lista de pontos dos quais não gostam", disse Pieth a jornalistas, durante uma conferência sobre esportes, negócios e integridade. "Não sei por que os europeus acham isso difícil de aceitar (...). O estranho é que não estamos enfrentando resistência de pessoas que já foram atingidas (pela corrupção) no passado, como o Caribe. Essas estão apoiando a reforma", afirmou.

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