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Seleção brasileira reduz dependência de Neymar e espera ‘manter alegria’ sem o camisa 10

Entendimento é dos atletas e de Tite é que, mesmo com o desfalque do craque diante da Suíça, o nível de competitividade do Brasil continuará alto

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Foto do author Ricardo Magatti
Atualização:

A ausência de Neymar para o jogo com a Suíça, próximo rival da seleção brasileira na Copa do Mundo, na segunda-feira, dia 28, é motivo de preocupação, mas não de desespero para o técnico Tite, como no passado. A dependência do camisa 10 se tornou consideravelmente menor do que em outros momentos. Ou seja, há vida sem o craque do Paris Saint-Germain no time.

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No Catar, o entendimento é de que a equipe é capaz de se manter competitiva sem o seu principal jogador, já que existem outros atletas capazes de substituí-lo. O ataque, cabe lembrar, é o setor mais inchado do grupo. Fora Neymar, Tite chamou oito jogadores da posição para o Mundial, todos eles protagonistas em seus respectivos clubes.

Na visão do goleiro Alisson, o jogo ‘irresponsável’, de improviso e talento será mantido, mesmo sem Neymar. “A gente vai manter a alegria, que é a marca desse time”, opinou o camisa 1. Ele entende que uma possível ausência de Neymar deixará o elenco ainda mais unido na busca pelo hexa. “As circunstâncias adversas nos fortalecerão durante a caminhada e temos de usar isso para fortalecer nosso grupo. É alegria sempre, mas com seriedade quando tem de ter”, pontuou.

Neymar desfalca o Brasil diante da Suíça e, provavelmente, contra Camarões Foto: Tolga Bozoglu / EFE

Vinicius Junior é um desses atletas responsáveis por atenuar a dependência de Neymar. “A gente está sempre preparado para assumir responsabilidade se precisar”, garantiu o atacante do Real Madrid, eleito o oitavo melhor jogador do mundo pela revista France Football. Foi dele o passe para Richarlison marcar o segundo gol que sacramentou o triunfo sobre os sérvios no Lusail. E também o arremate que gerou o rebote do primeiro gol.

Para o volante Casemiro, um dos líderes do elenco, é desnecessário dizer que Neymar é o craque da equipe, “o cara que faz a diferença”. No entanto, a atuação do ataque não vitória sobre os sérvios mostrou que é grande o poderio ofensivo do time mesmo sem o camisa 10.

“Temos outros jogadores que estão correspondendo à altura, Vini, Raphinha, Richarlison, Jesus. Nós de trás brincamos que dá pena do adversário. Tira Raphinha, põe Antony. Sai Richarlison, Jesus, depois Martinelli, Rodrygo, o leque de opções é muito grande”, apontou.

Tite considera que o Brasil não é refém de Neymar. A avaliação é de que depende, sim, do astro do PSG, mas também dos outros convocados. “Temos ‘Neymardependência’, ‘Antonydependência’, ‘Raphinhadependência’... A seleção brasileira é dependente de atletas de alto nível”, explicou o técnico, em entrevista ao Estadão antes da Copa do Catar.

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Isso ficou claro pelas escolhas do treinador. Dos nove atacantes que convocou para o Mundial, ele lançou mão de oito na vitória sobre a Sérvia. Neymar, Raphinha, Vini Jr. e Richarlison, o protagonista com dois gols, foram titulares. Antony, Gabriel Martinelli, Rodrygo e Gabriel Jesus entraram no segundo tempo. Apenas Pedro não recebeu uma chance por enquanto.

Tite assume que a seleção precisa de Neymar, mas de um modo que não pese em seus ombros nem nos ombros do próprio jogador. Antes era um fardo, agora, se Neymar não é indispensável à equipe, ela se vira sem ele. O time, diz o comandante, depende de “bons jogadores e bons treinadores”, mencionando que Vini Jr. parece “ter sete marchas” para atacar, e Antony tem o pé de “pelica” para dominar a bola.

“Talvez tenha sido por essa nova geração que tenha dado essa importância e dado enfoque a outros atletas, midiaticamente falando. Mas a gente precisa de todos. A gente é dependente da qualificação de cada um deles”, afirmou o treinador em entrevista recente.

Os números, no entanto, indicam um aproveitamento maior da seleção com Neymar em campo. No ciclo 2018-2022, com o craque, foram 31 jogos, com 25 vitórias, quatro empates e duas derrotas. Um desempenho de 84,9% dos pontos. Sem o atacante, neste mesmo período, foram 19 partidas, com 12 vitórias, seis empates e uma derrota, aproveitamento de 73,68.

Neymar está em tratamento desde sexta-feira, dia seguinte à vitória sobre a Sérvia. Uma ressonância magnética constatou que ele teve uma lesão ligamentar lateral no tornozelo direito. Já é certo que o camisa 10 não enfrentará a Suíça na segunda-feira, 28. É muito provável que também seja ausência diante de Camarões, no último compromisso da seleção brasileira pela primeira fase do Mundial.

Confira abaixo o histórico com todas as lesões de Neymar na carreira::

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