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WTA compensará Peer por ter ficado fora do torneio de Dubai

A tenista israelense levará 130 pontos no ranking e mais US$ 44.250, equivalentes a sua performance em 2008

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Por Redação
Atualização:

A WTA, circuito feminino de tenistas profissionais, anunciou neste sábado uma série de medidas para compensar a tenista israelense Shahar Peer, impedida de participar do torneio de Dubai, semana passada. A tenista teve negado o visto de entrada nos Emirados Árabes, que não têm relações diplomáticas com Israel. Peer levará 130 pontos no ranking, mesmo desempenho que teve na mesma semana do ano passado, em Memphis, já que não foi capaz de defendê-lo em Dubai. A pontuação ficará com ela até que obtenha campanha equivalente em um mesmo torneio com pontuação como o de Dubai. Além disso, ela receberá US$ 44.250, de acordo com a mesma campanha do ano passado e já com as correções referentes a esta temporada. A WTA também compensou a alemã Anna-Lena Groenefeld, sua parceira habitual nas duplas. Ela levará US$ 7.950 como compensação por não ter jogado. O valor é referente à média de premiação dela nas competições em 2008. A organização do torneio de Dubai foi multada em US$ 300 mil por infringir o regulamento da WTA ao negar a inscrição a Peer. É a maior punição financeira aplicada pela entidade. As compensações a Peer e Groenefeld sairão diretamente da multa aos organizadores do torneio. O restante será revertido para instituições de caridade. Além disso, o torneio deverá cumprir uma série de condições para se manter no calendário, como comprometer-se por escrito a não impedir a participação de nenhum tenista, não importa sua nacionalidade. A segunda condição é conceder vistos de entrada no país a qualquer jogadora israelense com um mínimo de oito semanas antes da competição em 2010. A outra é a concessão de um convite da organização (wild card) a Peer para garantir sua presença no torneio de 2010, mesmo se não tiver pontos suficientes no ranking. Para assegurar o cumprimento destas condições, a WTA exige aos organizadores do torneio um aval de US$ 2 milhões, a serem depositados antes de 1º de julho. Larry Scott, presidente da WTA, disse que estas ações têm como objetivo compensar a tenista israelense por ter sido "vítima de uma injusta política de discriminação" por parte dos Emirados Árabes Unidos. "As medidas também têm como finalidade enviar uma clara mensagem que nosso circuito não tolera discriminação alguma e espera que algo assim não volte a ocorrer no futuro, sejam nos Emirados Árabes ou em qualquer outro lugar", comentou Scott. presidente da WTA disse ainda que, "graças à coragem da tenista e a de todas as pessoas e organizações, incluindo suas companheiras de profissão, que a apoiaram, os Emirados Árabes mudaram sua política e outra barreira discriminatória acabou caindo".

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