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Ferrari diz que 'verdade vai prevalecer' em caso de espionagem

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Por ALAN BALDWIN

A Ferrari afirmou nesta quinta-feira que está confiante que a justiça será feita no caso de espionagem que pode destruir as chances de título da McLaren no campeonato de Fórmula 1. "A Ferrari está confiante que a verdade vai prevalecer", afirmou a equipe em comunicado antes do Grande Prêmio da Itália, em Monza, um dia após o surgimento de uma nova prova ter reativado a polêmica. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) lançou uma bomba no caso ao anunciar na quarta-feira que tinha recebido uma nova evidência, que poderia resultar na exclusão da McLaren da temporada. A federação reconvocou o Conselho Mundial de Automobilismo, sua mais importante instância, para uma nova audiência em Paris, no dia 13 de setembro. A reunião vai substituir a audiência de apelação, marcada após o Conselho ter inocentado a McLaren em julho alegando falta de provas. Na ausência de fatos concretos, o paddock em Monza tornou-se um ninho de rumores. Uma fonte bem posicionada disse à Reuters que os 11 chefes de equipes, além dos pilotos de uma equipe, receberam cartas da FIA na semana passada pedindo que divulgassem qualquer informação ainda não revelada sobre o caso até o momento. Outras fontes contaram que respostas a essas cartas, possivelmente de um piloto, levaram a Fifa a reconvocar o Conselho. O piloto finlandês da Ferrari, Kimi Raikkonen, que era da McLaren até a temporada passada, disse numa entrevista coletiva que nenhuma informação tinha partido dele. O italiano Giancarlo Fisichella, companheiro do bicampeão mundial Fernando Alonso na Renault ano passado, antes da ida do espanhol para a McLaren, também disse que não foi perguntado sobre nada. A McLaren, que está 11 pontos à frente da Ferrari com cinco corridas para o fim da temporada, proibiu seus pilotos Alonso e Lewis Hamilton de comentarem sobre o assunto. Entretanto, Hamilton disse que não estava sendo distraído pelo caso, em uma resposta sobre sua capacidade de concentração. "Eu estou por fora de tudo o que está acontecendo porque a minha internet não está funcionando em casa", disse o britânico de 22 anos. O caso de espionagem surgiu em julho, quando cerca de 780 páginas de informações da Ferrari foram encontradas na casa do projetista-chefe da McLaren, Mike Coughlan. A McLaren, que imediatamente suspendeu Coughlan, afirmou que nenhum dado havia sido usado em seus carros e que ninguém mais na McLaren sabia da existência dos documentos. A Ferrari entrou com ações na Justiça contra Coughlan e o ex-funcionário da equipe italiana, Nigel Stepney, suspeito de ser a fonte do vazamento.

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