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Mesmo eliminada, Bélgica liderou ranking do Estado depois de 98 anos

Após vencer o Brasil nas quartas, os belgas assumiram liderança no Ranking Estadão de Seleções; apesar da derrota para a França, equipe marcou história

Texto e dados: Rodrigo Menegat / Infografia: Bruno Ponceano / Colaborou: Augusto Conconi

10 Julho 2018 | 18h30

Gráficos mostram a posição de cada um dos países antes e depois de suas partidas nas quartas de final. Ganhou pontos quem venceu ou arrancou um empate de um adversário mais bem colocado no ranking

Depois de eliminar a seleção brasileira nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, a Bélgica se consolidou como um dos grandes times do futebol internacional da última década, mesmo com a derrota que veio logo em seguida.

Ao menos é isso que indica o Ranking Estadão de Seleções, ferramenta que mede quais são as equipes mais dominantes do esporte dia-a-dia desde 1872.

Durante a Copa, o time belga disparou. Na véspera do torneio, figurava em sexto lugar. Com goleadas na primeira fase e triunfos sobre os tradicionais Inglaterra e Brasil, a equipe ultrapassou países como Portugal, Espanha e Alemanha. Já ao fim da fase de grupos, assumiu a primeira colocação.

Foi a primeira vez em quase um século que a seleção do país atingiu o topo do futebol mundial. Na última vez em que liderou o ranking, em 1920, os Diables Rouges haviam vencido os Jogos Olímpicos, que foram disputados na própria Bélgica, na cidade de Antuérpia.

Na época, o torneio olímpico era o maior campeonato do futebol internacional, com prestígio de título mundial. Entretanto, naquela edição, nenhum time sul-americano participou da disputa.

Vale lembrar que o ranking do Estadão, que foi publicado dias antes da Copa e é atualizado rodada a rodada desde então, usa uma adaptação de uma metodologia criada pelo físico húngaro Arpad Elo para determinar quais são os times mais fortes de cada época.

Esse tipo de análise premia equipes que conseguem vencer adversários fortes, de forma consistente, durante um período longo de tempo. Ganhar de times poderosos nos principais torneios vale mais do que ganhar de oponentes fracos em amistosos ou em campeonatos menores. Mais detalhes sobre o método estão no final da matéria. ↓

Como os belgas não perdiam uma partida desde setembro de 2016, é natural que tenham aparecido no topo, ainda mais depois de coroar o desempenho dos últimos anos com uma campanha de destaque no torneio mais importante do esporte.

A derrota para a França tira o time da liderança, mas essa análise fica para o fim da rodada semifinal. Por enquanto, nossa leitura se concentra nas quartas de final do torneio. Assim como nas rodadas anteriores, vamos analisar as principais mudanças no ranking, jogo por jogo.


Como foi feito?

análise do Estadão adaptou um método desenvolvido pelo físico húngaro Arpad Elo. De acordo com a pontuação dos times no momento do jogo, uma fórmula matemática é usada para determinar a probabilidade de cada equipe vencer a partida.

Quando um time vence um jogo em que o triunfo era improvável, ele ganha mais pontos. Se vence um jogo onde era franco favorito, ganha menos. O derrotado sempre perde a mesma quantidade de pontos que o vencedor ganhou. Em caso de empate, o time favorito perde pontos e o azarão ganha.

A principal diferença entre o modelo desenvolvido pelo jornal e o método tradicional é que foram atribuídos multiplicadores de acordo com a importância dos jogos. Assim, um jogo de Copa vale seis vezes mais que um amistoso, por exemplo. Além disso, ele leva em conta a quantidade de gols: golear dá mais pontos que ganhar por um a zero.

A pontuação de cada time muda a cada jogo disputado. Ao final de cada ano, os times perdem 10% de seus pontos. Assim, a análise enfatiza o desempenho do time em anos recentes.

Para a análise, foram considerados jogos disputados por seleções principais em torneios organizados pela FIFA ou por confederações continentais, além de amistosos.

Também foram computadas partidas disputadas nos Jogos Olímpicos de 1908 a 1928, que tinham reputação de campeonato mundial antes da criação da Copa do Mundo. Depois, quando as Olimpíadas passaram a reunir jogadores amadores ou de categorias de base, o torneio foi desconsiderado.

Expediente

Diretor de Arte: Fabio SalesEditor de Esportes: Robson MorelliEditora de infografia: Regina ElisabethEditor assistente de infografia: Vinicius Sueiro

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