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Pela primeira vez, mais de dois terços dos jogadores da Copa atuam no exterior

O futebol é um esporte globalizado. Na Copa do Mundo, isso fica mais evidente: quase todos os jogadores atuam em clubes que não são de seu país natal. Exploramos o tema em detalhes e mostramos com gráficos como isso aconteceu

Texto e dados: Rodrigo Menegat / Infografia: Bruno Ponceano / Colaborou: Augusto Conconi

15 Junho 2018 | 21h00

 
   

O gráfico acima mostra como o futebol se tornou um esporte global. Cada uma das linhas representa jogadores convocados para a Copa do Mundo que defendiam um clube de fora de seu país natal na época da competição.

Note como, no primeiro mundial, em 1930, o mapa está praticamente limpo: quase todos os atletas atuavam em times do próprio país. A partir da década de 1980, o planeta fica coberto por traços: é o caminho dos craques que escolheram atuar no exterior.

Hoje, quase metade dos jogadores de Copa – ou seja, a elite dos jogadores de futebol – atua em um clube das cinco principais ligas europeias: França, Espanha, Inglaterra, Itália e Alemanha. Entretanto, vemos também o surgimento de novos mercados, além de um número maior de países que exportam craques. O velho clichê se torna cada vez mais verdadeiro: o futebol é um jogo sem fronteiras.

Vamos dar uma olhada em como aconteceu esse processo, cronologicamente:

Os mapas já servem para dar uma ideia de como esse processo tem se intensificado, mas a dramaticidade da situação fica ainda mais evidente se olharmos para os dados de outra maneira.

O gráfico abaixo mostra como o número de atletas que jogam fora de seus países tem aumentado. Repare como a inclinação se acentua a partir de 1980.

   

Em 1958, todos os países do Reino Unido participaram da Copa. Isso causou um pico de 13% no gráfico, pois a maior parte os jogadores das seleções de Escócia, Irlanda do Norte e País de Gales atuavam em clubes ingleses.

Por país

Os gráficos abaixo mostram a proporção de atletas jogando “fora de casa” em cada uma das principais seleções, ao longo do tempo. Quem mais exporta craques não é surpresa: os times da América Latina. Os jogadores das grandes seleções da Europa costumam atuar em seus próprios países.

Copa 2018 em detalhes

Já sabemos que a Copa da Rússia é a que tem mais jogadores exportados na história. Entretanto, vale investigar mais a fundo o estado dessa balança comercial de craques.

Agora, vamos olhar com mais atenção para as cinco ligas mais ricas do futebol europeu. Elas são, sem surpresas, as que mais atraem talento estrangeiro.

Expediente

Diretor de Arte: Fabio SalesEditor de Esportes: Robson MorelliEditora de infografia: Regina ElisabethEditor assistente de infografia: Vinicius Sueiro

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