Israel: ‘Hamas perdeu o controle na cidade de Gaza e terroristas estão fugindo para o sul’

Ministro da Defesa disse que as suas forças avançam para captura total da maior cidade do enclave no momento em que o país é pressionado por cerco a hospitais

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Por Redação
2 min de leitura

O ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, afirma que o grupo terrorista Hamas perdeu o “controle” na cidade de Gaza, a maior do enclave. Em vídeo transmitido nesta segunda-feira, 13, ele disse que os terroristas estão fugindo enquanto as suas forças avançam para capturar a cidade.

“Não há força do Hamas capaz de parar o IDF (sigla em inglês para Forças de Defesa de Israel)”, disse o ministro. “Estamos avançando em todos os pontos. O Hamas perdeu perdeu o controle em Gaza. Os terroristas estão fugindo para o sul. Os civis estão saqueando as bases do Hamas. Eles não têm confiança no governo”, acrescentou Gallant.

Palestinos buscam por sobreviventes nos escombros de casa destruída. Foto: Mohammed Dahman/ AP

As batalhas estão concentradas na cidade de Gaza, foco da incursão terrestre que tem o objetivo declarado de “aniquilar o Hamas”. O grupo terrorista controla o enclave há mais de 15 anos e lançou um ataque sem precedentes contra Israel no último 7 de outubro. Segundo Tel-Aviv, 1.200 pessoas morreram e cerca de 240 foram arrastadas como reféns.

Ainda nas palavras de Yoav Gallant, o avanço segue de acordo com os planos. “Trabalhamos por tarefas. Não temos cronômetro, nós temos objetivos e alcançaremos os nossos objetivos”. Essa última sentença foi interpretada na imprensa israelense como uma resposta ao ministro das Relações Exteriores, Eli Cohen, que mais cedo sugeriu uma possível alteração das ações em Gaza diante da pressão internacional.

No momento em que o conflito escala, Israel tem sido acusado de bombardear prédios civis, como unidades de saúde e, cercou o hospital Al-Shifa, o maior de Gaza. A organização Médio Sem Fronteiras alerta que a situação é “muito grave, é desumana”. “Não temos eletricidade, nem comida, nem água no hospital”, afirma o comunicado publicado no X (antigo Twitter).

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Israel, por sua vez, insiste que os prédios civis servem de escudo para o Hamas. O Exército confirmou novos ataques e disse que eles miram na “infraestrutura terrorista instalada em edifícios governamentais e civis, como escolas, universidades e mesquitas”. O porta-voz militar Richard Hecht reforçou que a guerra é contra o Hamas, não contra a população de Gaza.

As imagens do drama humanitário aumentam a pressão que vem de fora, inclusive dos Estados Unidos, um dos maiores aliados de Israel. O presidente Joe Biden pediu que as unidades de saúde sejam protegidas e sugeriu que as ações israelenses devem ser “menos invasivas”.

Desde o início da guerra, os bombardeios de Israel já deixaram mais de 11.200 mortos, incluindo 4.630 crianças, de acordo com o ministério da Saúde local, que é controlado pelo Hamas. Os números não foram confirmados por fontes independentes./AFP

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