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Ministro das Finanças se torna o 5º premiê japonês em quatro anos

Naoto Kan substitui premiê anterior obrigado a renunciar após menos de oito meses no poder.

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Por Ewerthon Tobace

O ex-ministro das Finanças e ex-"número dois" no governo, Naoto Kan, foi confirmado pela Parlamento do Japão como o novo primeiro-ministro do país. Ele substitui Yukio Hatoyama, que renunciou ao cargo na quarta-feira, após apenas oito meses no poder. Recém-escolhido também como líder do Partido Democrático, Kan, 63, recebeu 313 votos a favor, dos 477 deputados presentes na sessão da Câmara dos Representantes. Ele também foi aprovado com folga pelo Senado. O novo líder - 94º na história do Japão e o 5º em menos de quatro anos - foi o vice de Hatoyama além de ministro das Finanças. Ele assume o cargo no momento em que país tenta sair de uma das piores crises econômicas desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Yukio Hatoyama renunciou depois ver sua popularidade despencar para apenas 17% de aprovação em particular por causa da forma como tratou a espinhosa questão da base militar dos Estados Unidos na ilha de Okinawa. Ele tinha prometido que tiraria a base da ilha mas não conseguiu um acordo que satisfizesse tanto americanos como moradores da ilha e acabou admitindo que a mudança seria "impossível". O ex-primeiro-ministro tinha sido o responsável por uma vitória histórica e arrasadora do partido nas últimas eleições gerais, em 30 de agosto passado. O Partido Democrático conseguiu dois terços das cadeiras na Câmara de Representantes, tirando a hegemonia de quase meio século do Partido Liberal Democrático. Kan Em um discurso a membros de seu partido nesta sexta-feira, Kan disse que preservará a aliança com os Estados Unidos mas que também buscará atar laços com os vizinhos asiáticos. Um dos principais desafios de Kan será o de recuperar a confiança dos japoneses, que, segundo pesquisas, estão profundamente decepcionados com a classe política. "Vamos trabalhar todos juntos e uma das prioridades é reconquistar essa confiança do povo", disse. Kan é o primeiro líder do país, desde o socialista Tomiichi Murayama (1994 a 1996), que não nasceu numa família tradicional de políticos. Ele foi ativista antes de se tornar político. Uma de suas grandes preocupações é recuperar a imagem do partido, gasta com os escândalos de corrupção que envolviam o ex-secretário-geral da agremiação, Ichiro Ozawa, que também renunciou ao cargo junto com Hatoyama. O ex-primeiro-ministro foi o responsável por uma vitória histórica e arrasadora do partido nas últimas eleições gerais, em 30 de agosto passado. O Partido Democrático conseguiu dois terços das cadeiras na Câmara de Representantes, tirando a hegemonia de quase meio século do Partido Liberal Democrático. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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