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Repórter chinês é assassinado quando fazia matéria em mina

Jornalismo já é a 3ª carreira mais perigosa do país, atrás da mineração e da polícia

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Por Agencia Estado
Atualização:

Um jornalista que investigava uma exploração de carvão sem licença na província de Shanxi, no norte da China, foi espancado até a morte por um grupo de pistoleiros supostamente pagos pelos proprietários da mina, informou nesta quarta-feira o jornal South China Morning Post. Lan Chengzhan, de 35 anos, trabalhava para o jornal "China Trade News", aparentemente como colaborador. Ele e dois companheiros estavam no distrito de Hunyuan, em Datong, uma das cidades de maior tradição mineira da China. O ataque aconteceu quando Lan e seus colegas começaram a fazer entrevistas na mina. Vários desconhecidos chegaram e espancaram o jornalista com pedaços de pau, explicou o South China Morning Post. O jornalista conseguiu fugir do local, mas voltou para ajudar seus companheiros. Os três acabaram num hospital de Datong, onde Lan morreu horas mais tarde. Segundo o serviço informativo católico Asia News, para as autoridades a vítima era um "falso jornalista" que pretendia extorquir os investidores locais do setor mineiro, um dos mais lucrativos e perigosos na China. A imprensa local também especula a possibilidade de que Lan pretendia subornar os proprietários da mina, prática comum na China. Xiang Kaiman, diretor do China Trade News em Pequim, afirmou que, mesmo que a intenção fosse um suborno, o espancamento é um crime muito sério. Proprietários de minas chinesas acidentadas denunciaram ter sido extorquidos por falsos jornalistas que exigiam dinheiro em troca de silêncio sobre as péssimas condições de trabalho. Estatísticas não-oficiais revelam que o jornalismo já é a terceira profissão mais perigosa da China, atrás da mineração e da polícia.

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