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TikTok anuncia conselho para ajudar na segurança do app no Brasil

Iniciativa quer trabalhar localmente aspectos de segurança na plataforma, como bullying, desinformação e discurso de ódio

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Por Redação Link
TikTok já tinha conselhos consultivos em outras partes do mundo onde o app é utilizado Foto: Olivier Douliery/AFP

O TikTok anunciou nesta terça-feira, 2, a criação de um conselho consultivo de segurança para a plataforma no Brasil. A iniciativa já existe em outros lugares do mundo e visa ajudar na atualização de políticas de moderação de conteúdo da plataforma e também na análise de problemas de segurança que surgirem na rede social. 

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O conselho, composto por seis especialistas em meios digitais, será um apoio ao app em casos de discurso de ódio, bullying, desinformação e temas políticos. Segundo o TikTok, o conselho foi trazido para o Brasil para avaliar localmente o comportamento dessas publicações e ajudar a plataforma a evoluir dentro das práticas de moderação. 

"O Conselho reunirá líderes da academia e da sociedade civil de diversos setores do Brasil, que nos proporcionarão uma compreensão mais profunda e mais clara dos desafios da região e possíveis abordagens para superá-los. Nos apoiarão no desenvolvimento de políticas prospectivas que abordem os desafios que enfrentamos hoje, e também nos ajudarão a identificar problemas emergentes que possam afetar o TikTok e nossa comunidade no futuro", afirmou a empresa em comunicado. 

Em reuniões trimestrais, assuntos previstos nas diretrizes de segurança da plataforma vão ser abordados com os conselheiros e líderes do TikTok no Brasil. A ideia é debater como melhorar a veiculação do conteúdo e moderar diversas questões envolvendo segurança infantil, saúde mental e direitos humanos, por exemplo. 

Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), foi um dos escolhidos para fazer parte do conselho e diz que é o conselho é um passo importante na transparência e na forma de lidar com as questões de segurança do app. "O Conselho é uma iniciativa que visa a ampliar o diálogo da empresa com a sociedade civil e com a academia em temas envolvendo moderação de conteúdo, segurança dos usuários, integridade da plataforma e proteção de dados. Ele irá auxiliar a empresa nas decisões sobre esses temas estratégicos, produzindo recomendações a partir das diferentes perspectivas e experiências de seus membros", afirma Souza ao Estadão.

O conselho também surge no Brasil logo após a divulgação de um relatório do TikTok que revelou que o País é o terceiro no mundo com maior número de publicações excluídas por ferir os termos de uso. Mais de 7 milhões de vídeos foram removidos no Brasil por violação das as diretrizes da comunidade ou dos termos de serviço do app durante o período de julho a dezembro de 2020.

Conheça os membros do conselho consultivo de segurança do TikTok:

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• Yasodara Cordova, bolsista da Fundação MC/MPA Ford, no Ash Center for Democratic Governance and Innovation, na Universidade de Harvard. O foco de seu trabalho é ética digital, direitos humanos, privacidade de dados, desinformação e segurança infantil. 

• Fabricio Benvenuto, professor associado do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e ex-membro da Academia Brasileira de Ciências (2013-2017). Ele é especialista em desinformação. 

• Nina da Hora, cientista da computação pela Puc-Rio, pesquisadora e disseminadora científica na área de tecnologia e sociedade, com foco em algoritmos, inteligência artificial e segurança cibernética. Suas especialidades são ciência da computação, internet das coisas e diversidade. 

• Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia & Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio). Professor de Direito da UERJ e Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Professor visitante da Faculdade de Direito da Universidade de Ottawa. Fellow do Projeto Sociedade da Informação, da Yale Law School. Membro do Comitê Executivo da Rede Global de Centros de Pesquisa da Internet & Sociedade (NoC). É especialista em política tecnológica e regulação. 

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• Mariana Valente, uma das diretoras do InternetLab, um centro de pesquisa independente com sede em São Paulo, Brasil, que tem como foco a intersecção entre o direito e a tecnologia em espaços online. Também é professora do Insper. É especialista em direitos humanos e políticas de internet, desigualdades e tecnologia, inclusão e acesso digital, e direitos das mulheres e tecnologias digitais. 

• Thiago Amparo, professor da FGV Direito – SP e da Escola de Relações Internacionais da FGV, ministrando cursos de direitos humanos, direito internacional, políticas de diversidade, discriminação e direito. 

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