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Venda do Twitter: Bezos questiona negócio e faz relação com governo chinês

Dono da Amazon relembrou que país asiático, onde o Twitter está banido, é comercialmente importante para Musk

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Por Redação Link
Dono da Amazon, Jeff Bezos é o segundo home mais rico do mundo, com fortuna inferior apenas a de Musk Foto: Joshua Robertrs/Reuters

Um dia após o anúncio da compra do Twitter pelo bilionário Elon Musk, o futuro da rede social e os desdobramentos da negociação seguem tendo repercussão nas redes sociais, especialmente a partir de declarações do próprio Musk e de seu “rival”, Jeff Bezos

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Companheiro de Musk no “clube dos bilionários”, Jeff Bezos, dono da Amazon, usou o Twitter para provocar o novo dono da rede social, ao questionar se a negociação poderia significar que, a partir de agora, a China terá influência sobre a plataforma. 

Bezos compartilhou um tweet que dizia que o segundo maior mercado para a Tesla, empresa de carros elétricos pertencente a Musk, é a China, país que baniu o Twitter em 2009 e que, desde então, não teve mais nenhuma relação com a plataforma. “Pergunta interessante. O governo chinês acabou de ganhar influência sobre a ‘praça da cidade?’’, questionou Bezos, em referência à expressão utilizada por Musk para se referir à rede social. 

“Minha própria resposta a esta pergunta provavelmente é não. O resultado mais provável sobre isso é a complexidade na China para a Tesla, em vez de censura no Twitter. Mas vamos ver. Musk é muito bom em navegar nesse tipo de complexidade”, contemporizou Bezos na mensagem. 

Musk exalta liberdade de expressão

Nos últimos dois dias, o dono da Tesla, e agora do Twitter, também não deixou de fazer postagens na própria rede, destacando, principalmente, seu apreço pelo que considera “liberdade de expressão”. “Espero que até meus piores críticos permaneçam no Twitter, porque é isso que significa liberdade de expressão”, escreveu Musk ainda na segunda-feira. 

Já na tarde de hoje, 26, Musk voltou a falar sobre o tema, dando pistas de como pode ficar a moderação de conteúdo do Twitter sob sua direção. “A reação extrema daqueles que temem a liberdade de expressão já diz tudo”, escreveu, em referência às críticas que recebeu após a compra da empresa.

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“Por ‘liberdade de expressão’, quero dizer simplesmente aquilo que está de acordo com a lei. Sou contra a censura que vai muito além da lei. Se as pessoas quiserem menos liberdade de expressão, pedirão ao governo que aprove leis nesse sentido. Portanto, ir além da lei é contrário à vontade do povo”, acrescentou Musk. 

Entre os políticos, cautela 

No mundo político, a negociação do Twitter também repercutiu. Oficialmente, a Casa Branca, sede do governo dos EUA, ainda não se pronunciou, mas já deixou claro que o atual presidente, Joe Biden, “se preocupa com uma possível concentração de poder em redes sociais há algum tempo''.

O Conselho Europeu, da União Europeia, também adotou cautela ao comentar a nova aquisição de Elon Musk, mas lembrou que as regras de serviços digitais do bloco se aplicam a todas as principais plataformas. “Musk sabe muito bem disso e está familiarizado com as nossas regras”, disseram em comunicado.

Já alguns políticos conservadores, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos, comemoram a compra de Musk e exaltaram que as possíveis mudanças na rede social trarão mais liberdade aos usuários. 

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