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Quase 70% dos brasileiros acredita que o celular escuta suas conversas, diz estudo

Levantamento revelou ainda as mudanças de comportamento que desconfiança traz

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Por Sabrina Brito

Um relatório publicado recentemente pela Sherlock Communications revelou que 69% dos brasileiros acha que o celular está ouvindo suas conversas. O novo documento apontou ainda que a maior parte dos moradores do Brasil está agindo em relação a essa desconfiança, deixando, por exemplo, de atender chamadas telefônicas de números que não conhecem.

Também de acordo com o levantamento, 42% dos entrevistados teme ser rastreado via dispositivo móvel ou demais aparelhos. Ao mesmo tempo, 76% pensa que empresas vendem seus dados sem consentimento.

Pesquisa aponta para receio dos brasileiros em relação à possibilidade de estar sendo vigiado via celular Foto: Nilton Fukuda/Estadão

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A pesquisa da Sherlock Communications aponta ainda que tentativas de golpe e chamadas de telemarketing fizeram com que brasileiros alterassem a sua conduta frente aos seus celulares. Por exemplo: 55% das pessoas disse que não atende ligações de números desconhecidos. Além disso, 26% já recebeu algum tipo de oferta não solicitada de serviço via mensagem de texto.

Como resultado, ao deixar de responder a determinadas chamadas, mais de um quarto dos brasileiros ouvidos já perdeu ligações importantes. Já um décimo relatou ter passado por algum desentendimento com família ou amigos por causa disso.

Para o relatório da Sherlock Communications, foram entrevistados quase 3.500 indivíduos na América Latina. No Brasil, foram questionadas 859 pessoas.

O medo dos brasileiros se justifica. No ano passado, as companhias americanas MindSift e Cox Media Group (CMG) admitiram quem usam o microfone dos celulares de usuários do mundo todo para ouvir conversas e, a partir delas, direcionar melhor propagandas.

A possibilidade levanta preocupações sobre privacidade e do consentimento do usuário. O site da MindSift confirmou que realiza esse tipo de escuta por meio de milhões de dispositivos. A prática, denominada “Audição Ativa” pela CMG, aconteceria por meio de microfones instalados em smartphones, TVs inteligentes e outros dispositivos.

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No entanto, é possível tomar medidas para se proteger em relação a isso.

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