Vidal Cavalcante/AE
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Parada do Orgulho LGBT de São Paulo completa 15 anos

Desde 1997, pessoas lotam a Avenida Paulista para reivindicar direitos de forma alegre e descontraída; neste domingo, ocorre mais uma edição do evento

Marcio Claesen - estadão.com.br,

09 de junho de 2012 | 11h49

Em 1997, algumas centenas de lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais (LGBT) e simpatizantes (heterossexuais apoiadores da causa arco-íris) foram à Avenida Paulista para reivindicar direitos e denunciar a discriminação.

Em 2012, esse fato completa 15 anos. Nesse intervalo, as centenas de pessoas agigantaram-se para a casa dos 3 milhões - de acordo com a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo -, a marcha tornou-se o segundo evento mais lucrativo para os cofres municipais e o maior do gênero no mundo, e o Brasil avançou! Em 2011, por exemplo, a união estável entre pessoas do mesmo sexo começou a valer.

A parada, que celebra o Dia Internacional do Orgulho LGBT, 28 de junho, com seu jeito alegre e trios elétricos que ecoam música de boate, redefiniu o conceito de ato político. Dançar, abraçar e reivindicar começaram a fazer rima também no universo das lutas sociais.

Críticas a respeito dessa mistura há! Mas o professor do Departamento de Antropologia da USP e autor do livro Na trilha do arco-íris, Júlio Simões, desmonta-as. "A Parada é uma forma de expressão pública peculiar, que combina alegria com orgulho e cidadania e reitera a presença LGBT na vida pública. E ela ainda é turística e usa recursos do carnaval. Ela tem de ser compreendida nessas suas dimensões tensas. Se hoje falamos cada vez mais dos direitos LGBT, isso certamente se deve muito à existência da parada."

Neste domingo, 10, a Avenida Paulista e a Rua da Consolação (o evento encerra-se na Praça Roosevelt) ficarão tomados novamente por uma multidão colorida e animada, alguns preocupados com a fantasia, outros com o som dos DJs dos trios elétricos, mas todos imbuídos do mesmo espírito de celebração de que todos somos iguais.

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