Com prisões pedidas, goleiro Bruno e amigo se entregam no Rio

Jogador e Macarrão prestam depoimento; amanhã, deve ser realizada acareação com adolescente

Pedro Dantas e Eduardo Kattah, de O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2010 | 17h14

 

 

RIO - A Divisão de Homicídios do Rio anunciou na tarde desta quarta-feira, 7, que o goleiro Bruno Fernandes e seu amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, se entregaram na Polinter (divisão de capturas da polícia do Rio), no Andaraí, zona norte da cidade. Ambos foram levados para a sede da Divisão de Homicídios, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde prestam depoimento. 

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Também nesta tarde, a Polícia Civil anunciou que o laudo do Instituto de Criminalística (IC) comprovou que foram encontrados vestígios de sangue pertencentes a Eliza na caminhonete do jogador. "Temos a materialidade indireta e o vestígio - caso não ache o corpo já dá para fazer o delito indireto do homicídio", disse o delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigações da Polícia Civil em Minas Gerais.

 

Com o semblante fechado, Bruno não esboçou sentimentos ao sair da delegacia da Polinter. Macarrão estava aparentemente abatido e com olhar assustado. Com a notícia da prisão de Bruno, mais de 200 pessoas se aglomeraram em frente à delegacia e a polícia precisou fechar o prédio para que a população não invadisse. Eles gritavam "burro" e "assassino."

 

Menos de uma hora depois de se entregar, o goleiro e Macarrão foram levados para a Delegacia de Homicídios. Segundo a polícia, ele poderia ser levado para Minas, onde o homicídio de Eliza é investigado, ainda na madrugada de hoje. O goleiro estava acompanhado de seu advogado Michel Assef Filho, que não quis dar declarações à imprensa.

 

Um primo do goleiro, de 17 anos, detido ontem no Rio, afirmou em depoimento que Eliza está morta e confessou participação no sequestro. A polícia realiza buscas em uma casa no bairro Santa Clara, em Vespasiano, na região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais, onde estaria o corpo da vítima.

 

Os policiais que ouviram os relatos do menor sobre a morte de Eliza disseram que o teor do depoimento era de "embrulhar o estômago". Segundo o adolescente, Eliza recebeu as coronhadas no carro a caminho de Contagem (MG). Ao chegar em Minas, teria ficado em cárcere privado por quase uma semana, antes de ser morta por estrangulamento.

 

O adolescente será trazido até a manhã desta quinta-feira para a Divisão de Homicídios para uma acareação com o goleiro e Macarrão. Os três foram indiciados pela polícia fluminense pelo sequestro da jovem. À polícia mineira, Macarrão, Bruno e outras seis pessoas respondem pelo crime de homicídio

 

Eliza e o goleiro mantiveram um relacionamento extraconjugal. Desaparecida desde 10 de junho, ela tentava provar na Justiça que Bruno é pai de seu filho de quatro meses.

(Colaborou Gabriela Moreira)

 

Texto atualizado às 19h35.

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