Paulo Favero/Estadão
Paulo Favero/Estadão

Anderson Silva revela sonho de enfrentar Roy Jones Jr. no boxe

Spider também não desistiu de representar o Brasil no tae kwon do nos Jogos de 2016

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

08 de novembro de 2012 | 10h12

DUBAI - O lutador de MMA Anderson Silva sabe que o octógono é pequeno demais para ele. Invicto desde 2006 e sem ver um adversário à altura para tentar lhe tomar o cinturão dos médios do UFC, ele pensa em voos mais altos em outras modalidades. Nesta entrevista exclusiva, realizada em Dubai onde o atleta esteve a convite da Duracell, o Spider revela que quer fazer uma luta dos sonhos no boxe diante de seu ídolo Roy Jones Jr. e não desistiu de representar o Brasil no tae kwon do nos Jogos de 2016. Para isso, fez reunião até com o Ministro dos Esportes, Aldo Rebelo.

É verdade que você gostaria de fazer uma luta de boxe com o Roy Jones Jr.?

Isso também é uma coisa que está nos meus planos como atleta. Eu sou fã do Roy Jones, do boxe dele, e gostaria de fazer. Ele já se pronunciou também dizendo que essa luta poderia acontecer, mas como tenho contrato com o UFC, a cada dia que passa isso vai ficando mais distante, pois o Roy Jones vai ficando mais velho, eu também, mas está nos meus planos antes de me aposentar do mundo das lutas. Seria um dos meus gols profissionais, seria um sonho essa luta. Às vezes as pessoas podem até me achar pretensioso por querer isso, e nem acho que iria ganhar dele, mas só de lutar com meu maior ídolo dentro do esporte seria fantástico. Vou fazer de tudo para que essa luta aconteça.

Mudando de modalidade, você está firme nessa ideia de disputar os Jogos do Rio, em 2016?

É uma coisa que gostaria muito de fazer, é uma coisa bacana, é um novo desafio, e o tae kwon do é uma modalidade na qual eu cresci treinando e me deu parte da minha referência marcial. Eu gostaria de retribuir ao tae kwon do. Se eu pudesse disputar uma Olimpíada, faria com muito amor e carinho, como venho fazendo tudo na minha vida. Gostaria muito de fazer e seria com muita responsabilidade. Daria 100%.

Para o Brasil seria importante ter alguém com o seu nome numa Olimpíada?

Eu penso mais como atleta. Gostaria de participar e fazer parte do grupo de brasileiros que estará representando o País em 2016. Sei que é uma coisa que não depende só de mim. Já demonstrei minha vontade, a gente sabe a importância de representar o Brasil numa Olimpíada e posso fazer isso com bastante propriedade. É uma coisa que quero fazer muito.

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