Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Após longa novela, Palmeiras pode fechar com a Caixa

Clube espera definir patrocínio com banco do governo até o fim deste mês. Neste sábado, o time enfrenta o Joinville

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2013 | 07h43

SÃO PAULO - A promessa da diretoria de acertar um patrocínio master para a camisa do Palmeiras até o fim deste mês pode se concretizar. Após meses de namoro, o clube acredita estar próximo de fechar um acordo com a Caixa Econômica Federal para estampar a marca na parte nobre do uniforme no ano do centenário.

Marcelo Giannubilo, diretor de marketing do Palmeiras, e o presidente Paulo Nobre fizeram o primeiro contato com a empresa no meio do ano e o que dificulta o acerto é a falta da certidão negativa de débito, documento emitido pela Secretaria de Estado da Fazenda que garante a inexistência de pendências e débitos tributários. Por esse motivo, Nobre está tão empenhado em refinanciar as dívidas fiscais do clube e assim ficar com o caminho livre para assinar com a Caixa.

O Palmeiras pediu R$ 35 milhões por ano, mas deve fechar por R$ 25 milhões, valor semelhante ao que a empresa paga ao Flamengo, e menor do que os R$ 31 milhões recebidos pelo Corinthians. A participação de Nobre na negociação é fundamental, já que ele tem forte influência no mercado bancário. A equipe está sem um patrocinador master desde o término do Campeonato Paulista, quando a Kia exibia sua marca. A Allianz chegou a fazer anúncios pontuais em dois jogos e foi só. Na maioria das partidas seguintes, o clube fez promoção do Avanti, programa do sócio-torcedor, e ações beneficentes, como apoio à Santa Casa da Misericórdia.

Giannubilo admitiu ao Estado que a dificuldade em acertar com um novo patrocinador muito se dá pelo fato de o clube estar na Série B e ter a Copa do Mundo no Brasil. "As empresas que querem investir no futebol, acham mais interessantes investir na Copa", explicou. Nos últimos meses, o Palmeiras foi atrás da Fiat e da Samsung, ex-patrocinadoras do clube, e a negociação não foi adiante. A reportagem tentou contato com a Caixa, mas a empresa não quis se manifestar.

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