Valdivia vai ser uma das atrações no ano do centenário do Palmeiras

Marketing do clube pretende usar a imagem do meia chileno para comemorar a data

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2013 | 07h36

SÃO PAULO - Valdivia é um jogador diferente dos demais do elenco do Palmeiras. Polêmico, com qualidade inquestionável e ídolo da maioria dos torcedores, ele é considerado fundamental para o clube comemorar o centenário de fundação com grande estilo. O departamento de marketing vê o chileno como o garoto propaganda ideal para diversos eventos já agendados para celebrar a data, como lançamentos de uniformes e visitas a lojas oficiais do clube. A boa fase do jogador facilita as ações.

Por isso, embora diga publicamente que nenhum jogador é inegociável, dificilmente a diretoria do Palmeiras vai abrir mão de Valdivia em 2014. A mudança de postura do chileno também faz toda a diferença. Valdivia entendeu sua importância para o clube e que as coisas mudaram em comparação com 2008, quando defendeu a equipe pela primeira vez. “Na minha primeira passagem, a pressão era menor pelo fato de eu ser desconhecido e não esperarem muita coisa de mim, mas agora é outra responsabilidade”, falou o meia. Além disso, o relacionamento com a atual diretoria é infinitamente melhor do que nos tempos de Arnaldo Tirone. O chileno entende que conta com maior apoio, por isso se sente obrigado a dar uma retribuição.

CULPA DE GILSON KLEINA

Para o marketing ser eficiente e Valdivia conseguir recuperar a confiança de quem ainda tem dúvidas a respeito da sua recuperação, ele tenta mostrar que está em boa forma física. Na ânsia de se defender, o chileno criticou Gilson Kleina. “Quero e posso jogar 90 minutos, mas tenho um comandante que escolhe a melhor opção e acredita que eu tenho de sair. Fisicamente posso atuar uma partida inteira”, assegurou. Dos 24 jogos em que Valdivia atuou neste ano, apenas em oito jogou os 90 minutos.

Nem mesmo a relação conturbada com as torcidas organizadas parece preocupar o chileno. “Agora que pagam ingresso, eles têm direito de fazer o que quiserem na arquibancada. Não fico preocupado com o que pensam ou falam a meu respeito”, ironizou, referindo-se ao fato de Paulo Nobre ter rompido relações com as organizadas e ter deixado de dar ingressos. O jogador aproveita também para destacar a força do elenco, mas se esquiva quando questionado sobre o que a equipe poderia fazer se estivesse disputando a Série A.

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