1º trimestre registra 25% mais transplantes

País tem 13,1 doadores efetivos por milhão de habitantes; meta do governo é chegar a 15 doadores por milhão

O Estado de S.Paulo

07 Maio 2012 | 03h05

O número de transplantes de órgãos no primeiro trimestre deste ano cresceu quase 25% em comparação com os primeiros três meses de 2011, segundo os dados mais recentes da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO).

Ao todo, foram registrados 1.839 transplantes de órgãos no primeiro trimestre de 2012, sendo 1.493 de doadores falecidos e 346 de doadores vivos. No ano passado foram 1.475 cirurgias, sendo 1.066 com doadores falecidos e 409 vivos.

Nesses números entram as cirurgias de coração, fígado, pulmão, rim, intestino e pâncreas. O número de cirurgias de pulmão, por exemplo, teve um aumento expressivo: foram 8 cirurgias nesse período em 2011 e 22 no mesmo prazo de 2012. Os transplantes de fígado também aumentaram: foram 313 procedimentos em 2011 e 410 neste ano.

Tecidos e medula. Os transplantes de ossos e tecidos (córnea) também registraram aumento, porém discreto, de 3,4%, saltando de 8.994 casos nos três primeiros meses do ano passado para 9.303 casos no mesmo período deste ano. Um dado que chama atenção é o número de cirurgias de pele: foram 7 neste ano contra apenas uma em 2011.

No caso dos transplantes de medula óssea, o aumento foi de 30% de um ano para outro: foram 322 casos no primeiro trimestre de 2011 contra 420 em 2o12. Neste ano, foram registrados 281 transplantes autólogos (quando usa células do próprio doente) contra 185 em 2011.

Os transplantes alogênicos (aqueles que precisam de doador não parente), no entanto, ficaram praticamente estáveis: foram apenas dois casos a mais nos três primeiros meses do ano: 139 casos contra 137 no ano passado.

Doadores. O número absoluto de potenciais doadores de órgãos também cresceu: saltou de 1.589 para 2.006 pessoas no primeiro trimestre. Consequentemente, o número de doadores efetivos saltou de 426 no ano passado para 626 casos neste ano.

Esses números representam 13,1 doadores efetivos por milhão de habitantes - o que aponta que o Brasil está quase alcançando a meta do Ministério da Saúde que é chegar a 15 doadores efetivos por milhão.

No ano passado inteiro, o Brasil chegou próximo de 11 doadores por milhão de habitantes, sendo o Estado de Santa Catarina o com maior número: 25 doadores efetivos por milhão.

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