22 mil veteranos de guerra apelam para serviço contra suicídio

Segundo governo norte-americanos, 1.221 suicídios foram evitados desde início do serviço há um ano

AP

28 de julho de 2008 | 18h41

Mais de 22 mil veteranos de guerra pediram ajuda em um telefone especial contra suicídios em seu primeiro ano, e 1.221 suicídios foram evitados, diz o governo dos Estados Unidos.  De acordo com um estudo recente da Rand Corp., aproximadamente um em cada cinco soldados que voltam para o país vindos da Guerra do Iraque e do Afeganistão apresentam sintomas de estresse pós-traumático, que leva a um alto risco de suicídios. Pesquisadores na Universidade de Portland descobriram que veteranos do sexo masculino têm duas vezes mais chances de se suicidarem que não-veteranos.  Este mês, um ex médico do exército, Joseph Dwyer, morreu de uma overdose acidental, após lutar contra o estresse pós traumático durante cinco anos.  Janet Kemp, coordenadora da prevenção de suicídio no Departamento de Veteranos, disse que o telefone pode evitar mortes como a de Dwyer. "Nós só queremos que eles saibam que há outras opções e pessoas que se preocupam com eles, e nós podemos ajudar a fazer diferença nas vidas deles", disse.  O Departamento de Veteranos (VA) se juntou com o Departamento de Saúde Mental e Abuso de Drogas para lançar a linha telefônica julho passado, depois de anos de crítica de que o VA não estava fazendo o suficiente para ajudar os soldados que voltavam para casa. Em abril, dois grupos de veteranos processaram o departamento, devido a atrasos no processamento de pedidos e outros problemas no tratamento de veteranos em risco de suicídio. O departamento gastou, até o momento, US$ 2,9 milhões no programa.  A linha recebe até 250 ligações por dia - o dobro da média quando foi inaugurada. Kemp disse que aqueles que ligam se dividem igualmente entre veteranos do Iraque, Afeganistão e Vietnã. Richard McKeon, conselheiro de saúde pública da SAMHSA, disse que de 10 a 20 das 1.575 chamadas recebidas a cada semana devem ser redirecionadas para call-centers de reserva.  O VA estima que, a cada ano, 6.500 veteranos se suicidem. O diretor de saúde mental do VA, Ira Katz, disse que dos 18 veteranos que se suicidam por dia, quatro ou cinco estão sob os cuidados do departamento (12 mil veteranos sob cuidado do VA cometem suicídio todo ano). Esse mês, a eles começaram uma campanha publicitária em Washington com o slogan "é preciso coragem e força para um guerreiro pedir ajuda." Um terço dos 40 atendentes treinados da linha são veteranos. "Nós tentamos fazer com que aqueles que ligam falem de sua situação e sobre o que lembram. Tentamos fazer com que eles identifiquem seus problemas sozinhos. Eu acho que deve ser reconfortante saber que aquele que ajuda sabe exatamente o que é o estresse do combate", disse Kemp.  Do call-center, os conselheiros instantaneamente checam o histórico de saúde do veterano e então o direcionam para os coordenadores locais anti-suicídio para acompanhamento.

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