3 cidades da Baixada enfrentam epidemia de dengue

Depois de Santos e de Praia Grande, Cubatão acaba de decretar epidemia de dengue no município. Na segunda-feira (25), a cidade atingiu o número de 262 casos da doença. Unidades básicas de saúde e prontos-socorros de toda a Baixada Santista vêm apresentando aumento considerável de atendimento de pacientes, todos com suspeita de dengue. Na semana passada, Santos confirmou o quadro epidêmico, com a ocorrência de 2.359 casos. Em apenas uma semana, houve um aumento de 97% de casos, somente em Santos, fato que vem deixando as autoridades sanitárias bastante preocupadas com a situação.

ZULEIDE DE BARROS, Agência Estado

26 de março de 2013 | 17h33

Em Praia Grande, foram confirmados 859 doentes. No total, houve o registro de 4.168 casos da doença, em toda a Baixada, que deve apresentar um crescimento da dengue nos próximos dias, tendo em vista o elevado número de pessoas que aguardam o resultado dos exames de sangue para confirmação do diagnóstico. No ranking da doença, São Vicente aparece em quarto lugar, com 277 casos, seguido por Guarujá, com 264. Até cidades menores, como Bertioga e Peruíbe, vêm se preocupando com o avanço da doença, após o registro de 86 e 35 casos, respectivamente.

Segundo informou a assessoria de imprensa da Prefeitura de Cubatão, o alerta foi feito na segunda-feira porque, de acordo com protocolo do Ministério da Saúde, a epidemia só pode ser considerada a partir da ocorrência de 300 casos para cada 100 mil habitantes. Bastariam 241 confirmações para que a cidade decretasse a epidemia.

A situação, entretanto, é mais crítica em Santos, que decretou alerta máximo contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da doença. Mutirões semanais estão sendo desencadeados em diversos bairros, enquanto os agentes fazem operação pente-fino para eliminar os focos do inseto nos imóveis abandonados. Até força policial foi solicitada pela coordenadoria do programa de combate ao Aedes, na semana passada, a fim de entrar em um imóvel abandonado no bairro do Boqueirão, considerado área nobre da cidade. No local, abandonado há mais de dois anos, inúmeros focos do mosquito foram localizados. Dezenas de moradores dos prédios vizinhos contraíram a doença e vinham denunciando o possível foco na vizinhança, quando a Secretaria da Saúde solicitou apoio policial e contratou um chaveiro para entrar no imóvel.

Antes de chegar a esta situação, a prefeitura já havia encaminhado inúmeras intimações ao proprietário, que não respondeu à demanda. No ano passado, foram feitas 124 intimações, sendo aplicadas 21 multas. Só neste ano, em menos de três meses, já foram encaminhadas 69 intimações e aplicadas sete multas contra os responsáveis pela proliferação dos focos do mosquito.

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