3 PERGUNTAS PARA....Karina Calife, coordenadora do Programa de Saúde da Mulher da Secretaria o Estado de São Paulo

1.Como a senhora avalia os dados que demonstram o descumprimento da lei do acompanhante nos hospitais de São Paulo?

O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2013 | 02h05

Eu acho esses indicadores um absurdo. Sou extremamente contrária ao não cumprimento da norma, por isso implantamos a linha de cuidados à gestante em 2010, com orientações impressas em uma caderneta. A primeira frase diz: "Lembre-se, você tem o direito a um acompanhante no parto!" Distribuímos mais de 1 milhão.

2.Por que as unidades de saúde ainda descumprem essa norma?

Infelizmente, muitos profissionais de saúde ainda acham que o acompanhante atrapalha e interfere. Também alegam que falta espaço físico para garantir privacidade às outras gestantes. Ainda assim, não se justifica. É possível separar o ambiente com um biombo, com uma cortina. Além disso, já está comprovado que a mulher que tem acompanhante no parto evolui melhor.

3.A pesquisa mostra ainda que 20% das gestantes não receberam nenhum mecanismo para alívio da dor. Por que?

Esse é outro problema que precisamos resolver e que também está previsto na linha de cuidados da gestante. Compramos medicamentos mais específicos para essas mulheres. E também é possível aliviar a dor do parto com opções não farmacológicas. Temos orientado os profissionais e é inadmissível que isso ainda aconteça.

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