5 motivos que explicam a boa arrancada do Corinthians em 2016

Time vende principais jogadores e não perde a pegada, com três vitórias em três jogos

O Estado de S.Paulo

12 Fevereiro 2016 | 09h17

O Corinthians retoma a temporada como se nada tivesse acontecido com seu elenco, como se a maioria dos melhores jogadores, como Renato Augusto, Love e Jadson, não tivesse deixado o Parque São Jorge numa revoada longa para a China e França. Quando se esperava um time capengando por causa das ausências de peso perdidas, o que se vê é um Corinthians invicto e ganhando suas partidas no Campeonato Paulista. Uma atrás da outra. A vitória diante do Capivariano foi a terceira da reformulada equipe de Tite em três jogos disputados. Nada mal para uma retomada após tantas mudanças. O Palmeiras, por exemplo, que mateve seu elenco e ainda teve reforços de destaque, não consegue a mesma regularidade. Veja cinco motivos que explicam o bom recomeço do Corinthians.

1 - TRABALHO DE TITE

Com as baixas no elenco do Corinthians, a responsabilidade de Tite aumentou. O treinador foi até 'colocado' contra a parede por torcedores de outros times em relação à sua capacidade de formar um grupo sem as peças que tinha, alguns até desdenhando seu trabalho na temporada passada, quando o time voou e ganhou o Brasileiro com sobras. Tite tem conversado com seus jogadores e vai colhendo frutos. Pede paciência até mesmo para os atletas, que não estavam preparados para assumir novas responsabilidades de imediato. "Eu sei que vocês vão errar mais, mas tenham paciência com vocês mesmos", disse a eles. Tem dado certo. Os jogadores confiam plenamente no treinador.

2 - FARO DE GOL DE ROMERO

Quarto atacante do elenco na temporada passada, com pouquíssimas chances de atuar, Romero assumiu a função que era de Love e vem ganhando muitos abraços. Fez quatro gols na temporada. Mais do que isso, o estrangeiro com cara de bebê tem mostrado muita disposição, acredita em todas as bolas e está sempre perto do gol. Mostra oportunismo mesmo não tendo técnica aprimorada. Se continuar desta forma, vai ser difícil Tite sacá-lo da equipe mesmo com a possível chegada de outro jogador melhor para a posição.

3 - FÉ DA TORCIDA

Que torcida não ganha jogo, todo mundo sabe, mas que ela ajuda a empurrar o time, ajuda. E o corintiano é especialista nisso. Empolgado com a campanha do ano passado e ainda com a festa no Itaquerão, o torcedor tem apoiado a equipe neste começo de temporada, de modo a 'comprar' o pedido de Tite para ter paciência com os jogadores. E tem lotado o estádio. Na vitória de quinta contra o Capivariano por 2 a 1, havia 23 mil corintianos no estádio. Foi o menor público da arena, mas é incontestável que 23 mil torcedores é público grande para qualquer Estadual. No Rio, há jogos dos grandes com menos de 1 mil torcedores, por exemplo. Essa fé na equipe invade o vestiário e motiva os jogadores.

4 - REFORÇOS ANIMADOS

A chegada de alguns reforços deu a Tite a possibilidade de se valer do mesmo esquema tática que funcionou em 2015. Isso é importante porque quem ficou no clube já conhece a maneira de atuar da equipe. Os 'novos corintianos', como Giovanni Augusto, Guilherme, Marlone e Willians, por exemplo, estão cheios de gás para dar certo no atual campeão brasileiro. Há ainda a Copa Libertadores para disputar, que começa na semana que vem. Tudo isso motivo quem está entrando no time. E também quem voltou de contusão, como o atacante Lucca. Tite deixa aberta uma saudável concorrência entre os jogadores, de modo que todos sabem que quem estiver melhor, vai para os jogos.

5 - FRAGILIDADE DOS RIVAIS

Pelo menos neste começo de ano, o Corinthians também tem enfrentando rivais de menor qualidade. O Paulistão é um dos estaduais mais fortes do Brasil, mesmo assim é composto por algumas equipes fracas. O Capivariano, por exemplo, é um desses times. Mesmo reformulado, o Corinthians é superior tecnicamente aos oponentes derrotados até agora, o que não tira o mérito do trabalho. A expectativa é saber se o Corinthians terá o mesmo desempenho diante de rivais com gana, como será no Grupo 8 da Libertadores, que tem Cerro Porteño, Cobresal e Santa Fé. Da mesma forma, os rivais do Brasileiro serão mais duros e bem preparados. O Corinthians não atualmente o melhor time do Brasil, como foi em 2015. 

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