7% do PIB em educação tem 'lógica', diz Haddad à Câmara

Diante da reivindicação de entidades e da sociedade civil para que os investimentos na área de ensino atinjam 10% do Produto Interno Bruto (PIB), o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ontem que tem "lógica" a meta de 7% fixada no novo Plano Nacional de Educação (PNE).

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2011 | 00h00

Durante uma audiência pública na Câmara dos Deputados, o ministro disse que "é evidente que quanto mais, melhor", mas defendeu a meta de 7%. "É um número que tem lógica. Estamos falando de R$ 80 bilhões adicionais por ano, um valor que, na nossa contabilidade, suporta as metas apresentadas." Segundo o ministro, nos últimos anos o investimento em educação aumentou a uma taxa anual de 0,2%, o que possibilitou, durante a sua gestão, chegar a 5% do PIB.

Valorização. O PNE apresenta 10 diretrizes e 20 metas para ser cumpridas até 2020. Prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para o ensino e ampliação do investimento público em educação até atingir 7% do PIB.

O projeto de lei encaminhado pelo governo Lula ao Congresso em dezembro passado recebeu aproximadamente 3 mil emendas e seguirá para o Senado, depois de aprovado na Câmara.

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